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Argentina: tragédia em Rosário marca fim da campanha das primárias

9 ago 2013
00h34
atualizado às 01h10
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O luto vivido na Argentina pelas vítimas da explosão de um edifício na cidade de Rosário marcou nesta quinta-feira o encerramento da campanha para as eleições primárias do próximo domingo, assim como um "panelaço" convocado pelo movimento de "indignados" para protestar contra o governo.

Milhares de pessoas se reuniram em diferentes regiões de Buenos Aires, como o Obelisco e a Praça de Maio, embora o luto pelas vítimas do incidente em Rosário fez com que a afluência de manifestantes fosse menor do que as últimas mobilizações.

"Pode ser que tenha vindo menos gente por causa da explosão em Rosário. Não houve muitos panelaços, os outros foram mais maciços. Tratamos de nos solidarizar com o povo de Rosário, mas, ao mesmo tempo, é preciso reivindicar", assegurou à Agencia Efe uma das manifestantes.

Convocados através das redes sociais sob o rótulo de "#8A", os "indignados" argentinos receberam hoje várias críticas por não terem suspendido a mobilização em solidariedade com as vítimas da explosão, que deixou ao menos 10 mortos e mais de 60 feridos.

O número de mortos pode aumentar nas próximas horas, já que as equipes estão trabalhando no resgate de três corpos localizados sob os escombros do edifício acidentado, segundo confirmou o chefe dos bombeiros, Ángel Poidomani, à agência oficial "Télam".

Nesta quarta-feira, os candidatos dos principais partidos suspenderam os encerramentos de suas campanhas e, muitos deles, que tinham previsto comparecer à mobilização, pediram o cancelamento dos protestos e fizeram uma chamada aos manifestantes para aguardar até o domingo para levar suas reivindicações às urnas.

"Se queremos transformar as coisas, temos a oportunidade de fazer isso no domingo. Seria bom que a sociedade passasse a regular a fiscalização e o controle das urnas", afirmou hoje a deputada Mónica López, da opositora Frente Renovadora, liderada por Sergio Massa.

"Por causa do luto perante a tragédia de Rosário não participarei da manifestação do 8A", expressou através do Twitter o deputado da conservadora Proposta Republicana (PRO) Federico Pinedo.

No entanto, Luciano Bagallo, um dos promotores do #8A, argumentou que o povo de Rosário "pediu para não suspender o panelaço".

Desta forma, os manifestantes decidiram dar continuidade as manifestações previstas e saíram às ruas da capital argentina com caçarolas, bandeiras e cartazes para protestar contra a corrupção e a insegurança, além da independência da Justiça.

As últimas pesquisas, divulgadas no último domingo, outorgavam uma vantagem de cinco pontos ao candidato opositor Sergio Massa, cabeça da lista da Frente Renovadora, contra o governista Martín Insaurralde na província de Buenos Aires, o maior distrito eleitoral da Argentina.

As eleições primárias do próximo domingo definirão os candidatos para as eleições legislativas do próximo dia 27 de outubro, fundamentais para o futuro da presidente Cristina Kirchner.

EFE   
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