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Após atentados, Farc negam "campanha terrorista" na Colômbia

7 fev 2012
13h22
atualizado às 13h46

A guerrilha armada Farc negou nesta terça-feira ter empreendido "uma campanha terrorista" na Colômbia e ressaltou que seu alvo são as forças de segurança, depois que atentados atribuídos ao grupo mataram 15 pessoas e feriram dezenas de outras na semana passada. "É absolutamente falso que as Farc-EP tenha empreendido algum tipo de campanha terrorista", afirmou a guerrilha, a mais antiga da América Latina, em um comunicado publicado em seu site (www.farc-ep.co).

"Nossos únicos objetivos militares são as Forças Armadas do Estado colombiano e os grupos terroristas a seu serviço", acrescentou. Entre quarta e quinta-feira da semana passada, dois atentados contra delegacias de polícia deixaram pelo menos 15 mortos e dezenas de feridos. As vítimas, a maioria transeunte, circulavam pelos locais, situados no centro de Tumaco e Villa Rica, onde acontecerá nesta terça-feira uma manifestação.

O governo responsabilizou os dois atos as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (Farc-EP) e ordenou reforço militar. As Farc não mencionaram os ataques no comunicado, assinado pelo Secretariado do Estado Maior Central, seu órgão dirigente.

A da Colômbia é uma "guerra que pode ser corrigida com acordos e troca de prisioneiros" e "pode terminar com uma saída negociada, política, sem imposições arrogantes", considerou a guerrilha. As Farc possuem cerca de 9 mil combatentes.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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