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América Latina

América Latina tem alto índice de cesarianas; Brasil lidera

Segundo estudo do Unicef, 38% dos bebês nascidos entre 2006 e 2010 na região vieram ao mundo através da cirurgia

16 mar 2013 - 18h04
(atualizado às 18h17)
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Estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam que a América Latina é a região do mundo onde são realizados mais partos por cesariana. Entre 2006 e 2010, 38% dos bebês latino-americanos vieram ao mundo através da cirurgia, a despeito das orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda o procedimento cirúrgico apenas nos casos onde o bebê não pode ser retirado em parto normal, o que ocorre apenas em 15% dos nascimentos. As informações são do jornal espanhol El País.

Segundo dados do Unicef, o Brasil lidera o ranking negativo, com cerca de 50% dos partos realizados através da cesárea. Porém, a ONG mexicana O Poder do Consumidor garante que, em 2012, o México superou o Brasil nas estatísticas. O índice também é considerado altíssimo em países como a República Dominicana (onde a cesariana responde por 42% dos partos) e o Paraguai (33%). O estudo do Unicef não oferece dados de Chile, Argentina ou Venezuela, mas indicadores nacionais mostram a mesma tendência dos países vizinhos.

O percentual de gestantes que se submetem à cesariana é ainda maior quando analisados apenas os procedimentos realizados em hospitais particulares: no México, o índice chega a 70% e, no Chile, a 60%, segundo dados oficiais.

Como comparação, os Estados Unidos, maior potência econômica do continente, mantêm nos últimos 15 anos uma média de 31% dos partos feitos por cesariana. A cesariana se popularizou nos Estados Unidos entre as décadas de 70 e 80, com a crença popular de que se tratava de um procedimento menos perigoso para o bebê e a gestante. Porém, tal crença é desmentida por estudos contemporâneos: uma cesariana não implica qualquer benefício à mãe ou ao filho. Pelo contrário, multiplica por dez os riscos de o bebê ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo a OMS.

Fonte: Terra
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