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América Latina

Morales ataca Piñera por falta de diálogo em questão territorial

24 mar 2013 - 19h22
(atualizado às 19h58)
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<p>O presidente da Bolívia anunciou neste domingo que vai processar Chile por saída no Pacífico</p>
O presidente da Bolívia anunciou neste domingo que vai processar Chile por saída no Pacífico
Foto: David Mercado / Reuters

O presidente da Bolívia, Evo Morales, admitiu que não haverá possibilidade de dialogar com o Chile, sobre o processo em que o país pede a restituição de sua saída ao oceano Pacífico, perdida no fim do século XIX, enquanto Sebastián Piñera governar a nação vizinha.

"Eu não descarto o diálogo, mas com Piñera não acontecerá, infelizmente", lamentou o boliviano. Morales acrescentou em entrevista ao canal de televisão do governo, que aconteceram várias reuniões e nunca houve proposta à Bolívia. O presidente falou do tema um dia após anunciar que nos próximos dias uma delegação boliviana apresentará recurso na Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia para buscar a restituição de sua saída soberana ao mar.

<p>Presidente chileno Sebastian Piñera foi comparado a ditador por chefe do Executivo boliviano</p>
Presidente chileno Sebastian Piñera foi comparado a ditador por chefe do Executivo boliviano
Foto: AFP

"Até um ditador como (Augusto) Pinochet propôs uma troca territorial. Não se pode entender como um presidente legalmente eleito, democraticamente eleito, não proponha nada", comentou Morales. Ele lembrou que Pinochet, por sua vez, ordenou a colocação de minas terrestres na fronteira dos dois países, durante a década de 70, mas que pela Convenção de Ottawa de 1997, o Chile deveria promover sua retida e desativação em um prazo de 10 anos.

Segundo o líder boliviano, alguns presidentes do Chile, como Ricardo Lagos e Michelle Bachelet, avançaram na retirada das minas, mas que Piñera "totalmente paralisou o acordo". "Com esta classe de presidentes, jamais se poderão resolver os problemas que temos entre Bolívia e Chile, e por isso minha enorme preocupação", expressou Morales, que não revelou a base de argumentação que o país utilizará na Corte de Haia.

EFE   
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