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Al Shabab diz que matou mais de 100 pessoas em centro comercial de Nairóbi

21 set 2013
16h16
atualizado às 16h23

A milícia radical islâmica somali Al Shabab assumiu neste sábado a autoria do ataque armado contra um centro comercial em Nairóbi e garantiu que matou "mais de cem" pessoas na ação em represália à presença de militares do Quênia na missão da ONU na Somália.

A Cruz Vermelha queniana informou que pelo menos 30 pessoas morreram e 50 ficaram feridas no ataque. Os terroristas seguem no shopping com um número indeterminado de reféns.

"Al Shabab confirma que está por trás do espetáculo de Westgate", afirmou o grupo em sua conta no Twitter.

"Os mujahedin (guerrilheiros islâmicos) entraram no centro comercial de Westgate hoje por volta do meio-dia e seguem dentro do complexo, lutando contra os kuffars (palavra depreciativa que alguns muçulmanos usam para se referir aos infiéis) quenianos em seu próprio terreno", disse outra mensagem da milícia.

"Desde nosso último contato, os mujahedin de dentro do centro comercial confirmaram que mataram mais de 100 kuffars quenianos, e a batalha continua", acrescentou a Al Shabab.

O grupo disse que atuou em represália pela presença das Forças Armadas do Quênia na Somália como parte da missão da ONU de apoio ao governo deste país contra as milícias islamitas como a Al Shabab.

"As forças de defesa do Quênia atuam na Somália e isto tem consequências. Se aproximam dias negros", disse a organização.

A milícia fundamentalista ameaçou realizar novas ações: "Ontem foi uma embaixada. Hoje foi um centro comercial. Amanhã? Talvez um estádio de futebol lotado?".

Horas antes, também por meio do Twitter, a milícia afirmou que o ataque de Nairóbi seria uma "longa odisseia".

"Lembram de Bombaim? Vai ser uma longa odisseia", alertaram os terroristas, em alusão aos ataques em 2010 a hotéis de luxo, estações de trens e um centro cultural judaico na cidade indiana, que terminaram com 166 mortos após o grupo fazer centenas de reféns.

"Mogadíscio e Nairóbi estão tendo seu momento Bombaim", acrescentou a organização, recordando novamente os ataques ocorridos na cidade indiana e atribuídos a um grupo terrorista paquistanês.

Momentos antes da publicação desta mensagem, um ataque com granadas provocou dezenas de feridos na capital somali.

EFE   
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