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UE estudará possível embargo de armas ao Egito e várias medidas de pressão

19 ago 2013
12h28
atualizado às 14h21

Os países da União Europeia (UE) estudarão um possível embargo de armas ao Egito e uma série de possíveis medidas de pressão para tentar pôr fim à violência e impulsionar o diálogo entre todas as forças políticas neste país, informou nesta segunda-feira o representante europeu para o Mediterrâneo Sul, Bernardino León.

Depois de se reunir com os embaixadores dos 28 membros da UE, León explicou que os países encarregaram a chefe da diplomacia do bloco, Catherine Ashton, de apresentar um documento com as medidas em relação ao Egito.

Entre elas figura a possibilidade de um embargo à venda de armas ao país, embora qualquer decisão fique pendente de reunião extraordinária que será realizada na próxima quarta-feira por titulares das Relações Exteriores europeus, afirmou.

"Os ministros das Relações Exteriores indicaram diferentes possibilidades até agora e sei que esta é uma delas", declarou León aos jornalistas em Bruxelas.

Além dessa opção, vários países europeus colocaram nos últimos dias outras possíveis ações, como a suspensão de ajudas econômicas que a UE oferece ao Egito.

No entanto, segundo fontes diplomáticas, outros Estados-membros se mostraram contrários a essa opção na reunião de hoje, ao considerar que poderia castigar a população.

Em novembro, a UE anunciou um pacote financeiro de mais de 5 bilhões de euros em empréstimos e ajudas, destinados a apoiar durante dois anos a transição política e o desenvolvimento econômico do Egito.

No entanto, a maior parte dessas ajudas se encontra paralisada há meses pela situação no país.

León afirmou que a UE segue confiando na possibilidade de uma solução política.

"Estamos convencidos que uma solução política é possível e vamos insistir", disse o diplomata espanhol, que avançou que "qualquer decisão que seja tomada na quarta-feira" na reunião dos ministros das Relações Exteriores, será dirigida a conseguir uma regra desse tipo.

León lembrou que para a UE o Governo interino e o Exército têm uma responsabilidade grande na tragédia no país, mas recalcou que a violência procede "de ambas as partes".

O representante ressaltou que a unidade no seio dos 28 é total e que todos os países coincidiram em destacar a importância do Egito para a UE.

"Estamos discutindo respostas à situação atual de uma maneira muito aberta, tentando ser construtivos, manter os canais abertos, porque a UE foi e sempre será um interlocutor chave", indicou.

EFE   
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