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Sudão do Sul é declarado independente com presença da ONU

9 jul 2011
06h51
atualizado às 13h59

A República do Sudão do Sul nasceu oficialmente neste sábado após o hasteamento da bandeira do novo Estado durante cerimônia em Juba, da qual participaram 80 delegações estrangeiras e 30 chefes de Estado. Além do secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon e vários chefes de Estado africanos, a cerimônia contou com a embaixadora americana ante a ONU, Susan Rice, e Colin Powell, ex-secretário de Estado americano, que teve um papel determinante nas negociações de criação da nova nação.

O presidente do Parlamento do Sudão do Sul, James Wani Igga, leu a declaração de independência do novo Estado, a de número 193 da ONU e o 54º de África, após o qual a insígnia do novo país foi içada ao mesmo tempo em que descia a bandeira do Sudão, estado ao qual até agora pertencia o Sudão do Sul.

"Declaro o Sudão do Sul um estado independente e com plena personalidade legal internacional, que será conhecido a partir de agora como a República do Sudão do Sul", assinalou. A declaração de independência lida por Wani Igga destaca que o país será "um estado multiétnico e multicultural".

As dezenas de milhares de pessoas reunidas na praça do mausoléu de John Garang, o herói nacional dos sudaneses do sul morto em um acidente de helicóptero em julho de 2005, explodiram em gritos de alegria e muitos começaram a chorar. Milhares de cidadãos assistem ao ato, realizado em meio a fortes medidas de segurança com a presença de 2 mil policiais.

O líder do Movimento Popular de Libertação do Sudão, Salva Kiir Mayardit, jurou como presidente da nova República do Sul do Sudão. "Eu, general Salva Kiir Mayardit, juro por Deus todo-poderoso que como presidente serei fiel à República do Sudão do Sul", disse. Kiir apontou que entre suas tarefas estarão "fortalecer o desenvolvimento, preservar a Constituição, cumprir a lei, proteger e fortalecer a unidade do povo, consolidar o sistema democrático descentrado e a honestidade e a dignidade do povo".

Antes de prestar juramento, Kiir assinou o decreto de promulgação da nova Constituição provisória do Sul do Sudão, que substituirá a carta magna provisória que até este sábado estava vigente neste território e no Sudão.

Durante a cerimônia, o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e do chefe de Estado do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, permaneceram sentados juntos na tribuna onde estavam os demais líderes. O presidente sudanês, Omar al Bashir, também compareceu como convidado de honra. Ele é alvo de uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional por genocídio e crimes contra a humanidade em Darfur, região do oeste do Sudão, onde continua sendo travada uma guerra civil.

A cerimônia, com a participação de milhares de cidadãos, começou com discursos de um bispo cristão e de um clérigo muçulmano que recitou um versículo do Corão.

Antes do início do ato, Kiir descobriu no local uma estátua de John Garang, o herói nacional dos sudaneses do sul morto em um acidente de helicóptero em julho de 2005. Após as falas dos religiosos ocorre um desfile militar com a participação de representantes civis.

Com informações de agências internacionais.

Fonte: Terra

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