atualizado às 12h42

Sem salários, ex-rebeldes adiam transferência de filho de Kadafi

Saif al-Islam é fotografado após a sua prisão, no ano passado Foto: AP
Saif al-Islam é fotografado após a sua prisão, no ano passado
Foto: AP
 

Os ex-rebeldes que têm em seu poder Saif al-Islam, filho do falecido líder líbio Muammar Kadafi, atrasam sua transferência a Trípoli porque não receberam seus salários, afirmou nesta segunda-feira um representante da Líbia no Tribunal Penal Internacional (TPI).

"A falta de cumprimento do Conselho Nacional de Transição (CNT, no poder) de sua promessa de pagar os salários dos thowars (revolucionários) de Zenten por seis meses e tabalho, por um valor de 1,7 milhão de dinares (US$ 1,36 milhão) conduziu os thowars de Zenten a renunciar a transferir a Saif al-Islam para sua prisão em Trípoli", declarou à AFP Ahmed Jehani.

"É uma demanda normal. São os salários dos thowars por seu trabalho nos últimos meses", acrescentou Jehani. "Em um primeiro momento, o CNT havia afirmado estar disposto a pagar esta soma, mas depois não cumpriu e assegurou que 'é possível pagar apenas a metade do montante'".

Saif al-Islam, 39 anos, é alvo de uma ordem de prisão do TPI por crimes contra a humanidade cometidos a partir de 15 de fevereiro de 2011 durante a repressão da revolta popular, convertida posteriormente em conflito armado. Está detido em Zenten, 180 km a sudoeste de Trípoli, nas mãos de ex-rebeldes desta cidade, que o prenderam no dia 19 de novembro de 2010 no sul da Líbia.

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