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Rebeldes dizem não ter pistas de Kadafi e seus filhos

23 ago 2011
14h28
atualizado em 28/8/2011 às 13h36

Os rebeldes que capturaram o quartel-general de Muammar Kadafi em Trípoli não encontraram pistas do coronel líbio e de seus filhos, informou o comandante da rebelião. "Bab al-Aziziya está sob nosso total controle agora. O coronel Kadafi e seus filhos não estão lá", afirmou o coronel Ahmed Omar Bani. "Ninguém sabe onde eles estão", acrescentou. O comandante rebelde, no entanto, foi categórico: "Vencemos a batalha". "A batalha militar acabou", declarou, acrescentando que 90% do complexo de Bab al-Azizya foi controlado, embora ainda existam alguns bolsões de resistência.

Rebeldes mostram suas armas após a entrada no complexo de Muammar Kadafi, em Trípoli
Rebeldes mostram suas armas após a entrada no complexo de Muammar Kadafi, em Trípoli
Foto: AP

Centenas de rebeldes lançaram um taque à residência do dirigente líbios três dias depois de entrarem na capital. Os rebeldes também anunciaram ter assumido o controle do porto petroleiro de Ras Lanuf, que fica a caminho da cidade natal de Kadhafi, Sirte. Anteriormente, o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, órgão político da rebelião, afirmou estar no controle de 80% de Trípoli, em uma entrevista com a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton.

Por outro lado, Estados Unidos e França vão "manter seus esforços militares" até que "Kadafi e seu clã" deponham as armas, afirmou nesta terça-feira Nicolás Sarkozy, após uma conversa por telefone com Barack Obama, no momento em que os insurgentes estavam prestes a se apoderar de Trípoli. Os dois chefes de Estado "saudaram os progressos decisivos alcançados durante os últimos dias pelas forças do CNT (Conselho Nacional de Transição, órgão político dos rebeldes) e consideraram que o fim do regime de Kadafi é inevitável e está próximo", segundo um comunicado da Presidência francesa.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, por sua vez, pediu a reconciliação na Líbia ao falar por telefone com o líder rebelde Mustafá Abdel-Jalil. "Ban enfatizou a necessidade de uma união nacional, de uma reconciliação e de uma participação, assim como a proteção dos locais diplomáticos", afirmou o porta-voz da ONU.

Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.

A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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