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Radicais islâmicos assumem autoria de ataque armado a shopping de Nairóbi

Grupo Al-Shabab justificou atentado como represália à presença do Exército do Quência no sul da Somália; pelo menos 39 pessoas morreram

21 set 2013
15h25
atualizado às 17h31
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A milícia radical islâmica somali Al-Shabab assumiu a autoria do ataque armado realizado neste sábado contra o centro comercial Westgate, em Nairóbi, que deixou pelo menos 39 mortos e 150 feridos. O ataque foi justificado como uma represália à intervenção das forças armadas do Quênia no sul da Somália contra o grupo islâmico, após o governo queniano "ignorar reiteradas advertências".

"A Al-Shabab confirma que está por trás do espetáculo de Westgate", escreveu o grupo em sua conta oficial no Twitter. "Eles (mujahedines) mataram mais de 100 infiéis quenianos e a batalha prossegue", afirmou. "Esta é a justiça punitiva pelos crimes de seus soldados" envolvidos no conflito somali.

"Por terra, ar e mar, as forças quenianas invadiram nossa pátria muçulmana, matando centenas de muçulmanos e provocando a fuga de milhares", prosseguiu o grupo. "Em numerosas ocasiões o governo queniano foi alertado de que a presença de suas forças na Somália teria consequências dramáticas (...). A mensagem que enviamos ao governo e à população queniana é e será sempre a mesma: retirem todas as suas forças do nosso país".

O Exército do Quênia entrou na Somália em 2011, onde ocupa o sul do país, como parte da força africana multinacional que apoia o governo somali contra os rebeldes islâmicos.

Polícia detém suspeito
A polícia queniana informou que deteve um suposto membro do grupo que realizou o ataque ao centro comercial em Nairóbi. "Detivemos em um hospital um dos suspeitos do ataque do centro comercial Westgate", anunciou a polícia em sua conta no Twitter.

Vários funcionários e clientes do complexo comercial, um dos mais movimentados de Nairóbi, seguem detidos pelos pistoleiros horas depois do ataque. Vários feridos e corpos foram retirados do shopping nas últimas horas.

O governo do Quênia disse que "não retrocederá nesta guerra" nem "correrá riscos" para resolver a situação. "Reforçamos a segurança em todos os shoppings da cidade", afirmou o secretário do Ministério do Interior, Mutea Iringo, que procurou enviar uma mensagem de "tranquilidade" aos quenianos durante entrevista coletiva realizada hoje.

Imagens mostram interior de shopping durante tiroteio no Quênia

As informações são de EFE e AFP.

Fonte: Terra
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