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Presidência egípcia nega que primeiro-ministro tenha renunciado

2 jul 2013
10h34
atualizado às 10h42

Um porta-voz da Presidência egípcia negou nesta terça-feira à Agência Efe que o primeiro-ministro Hisham Qandil tenha apresentado o pedido de renúncia do Executivo ao presidente Mohammed Mursi, como haviam anunciado previamente fontes governamentais.

O porta-voz explicou que quem renunciou foram os porta-vozes presidenciais, Omar Amre e Ihab Fahmi, além do porta-voz do Conselho de Ministros, Alaa al Hadidi.

Além disso, o representante informou que Mursi está reunido com Qandil e com o ministro da Defesa, Abdel Fatah al Sisi.

O presidente se reuniu em caráter de urgência hoje com o membros do governo em um encontro que não contou com a participação de Sisi e do ministro do Interior, Mohammed Ibrahim.

Apesar disso, as fontes governamentais consultadas pela Efe insistiram que o Executivo colocou sua continuidade no poder à disposição de Mursi.

Nas últimas horas, cinco ministros, entre eles o das Relações Exteriores, Mohammed Kamel Amr, apresentaram sua renúncia a Qandil e também não participaram da reunião de governo com Mursi.

A Irmandade Muçulmana e os aliados islamitas do presidente convocaram seus seguidores a irem para as ruas do país, enquanto os opositores esperam levar novamente milhões para as ruas, como já fizeram no domingo passado.

A Irmandade Muçulmana divulgou um comunicado no qual assegura ter informações "sobre planos para agredir os manifestantes (da oposição) e atribuir estes atos aos irmãos para instigar os cidadãos".

Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos enfrentamentos registrados em oito províncias do país entre seguidores de Mursi e opositores 152 pessoas ficaram feridos.

EFE   
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