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Presidência egípcia nega que premiê tenha renunciado

2 jul 2013
09h04
atualizado às 10h41
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Um porta-voz da Presidência egípcia negou nesta terça-feira à agência EFE que o primeiro-ministro Hisham Qandil tenha apresentado o pedido de renúncia do Executivo ao presidente Mohammed Mursi, como haviam anunciado previamente fontes governamentais.

O porta-voz explicou que quem renunciou foram os porta-vozes presidenciais, Omar Amre e Ihab Fahmi, além do porta-voz do Conselho de Ministros, Alaa al Hadidi. Além disso, o representante informou que Mursi está reunido com Qandil e com o ministro da Defesa, Abdel Fatah al Sisi.

A rede de televisão Al-Arabiya anunciou mais cedo que Qandil tinha apresentado nesta terça-feira a demissão em bloco do Executivo ao presidente Mursi. A informação foi confirmada por fontes governamentais à agência EFE. No entanto, logo em seguida, o ministro da Justiça do país, Ahmed Suleiman, negou a informação. 

"O governo não apresentou sua renúncia, e o que tem sido falado sobre o assunto não é verdade", disse o ministro da Justiça, Ahmed Suleiman, a repórteres após uma reunião do gabinete chefiada pelo primeiro-ministro Qandil.

A reunião foi convocada depois que as Forças Armadas do país deram ontem um prazo de 48 horas para que as forças políticas do país resolvessem o atual impasse político gerado pela nova onda de protestos registrados no Egito nos últimos dias. 

Seis ministros que não são membros da Irmandade Muçulmana, que está no poder, renunciaram na segunda-feira, e a agência de notícias oficial Mena afirmou que os ministros da Defesa e do Interior não compareceram à sessão do gabinete desta terça-feira.

A Irmandade Muçulmana e os aliados islamitas do presidente convocaram seus seguidores a irem para as ruas do país, enquanto os opositores esperam levar novamente milhões para as ruas, como já fizeram no domingo passado. O movimento islâmico divulgou um comunicado no qual assegura ter informações "sobre planos para agredir os manifestantes (da oposição) e atribuir estes atos aos irmãos para instigar os cidadãos".

Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos enfrentamentos registrados em oito províncias do país entre seguidores de Mursi e opositores 152 pessoas ficaram feridos.

Com informações das agências EFE e Reuters

Fonte: Terra
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