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Presidência do Egito rejeita ultimato do Exército a Mursi

2 jul 2013
02h28
atualizado às 02h43
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A presidência do Egito rejeitou nesta terça-feira o ultimato do Exército contra o presidente Mohamed Morsi. As Forças Armadas ameaçaram intervir caso as forças políticas não atendessem às demandas do povo, o que maximiza a tensão no país, de acordo com informações da agência AFP.

Em um comunicado lido na televisão estatal nessa segunda, as Forças Armadas reiteraram o "pedido para que as exigências do povo sejam atendidas e dão (a todas as partes) 48 horas, como última oportunidade, para assumir a responsabilidade pelas históricas circunstâncias que o país está vivendo".

Além disso, mais tarde, um comunicado divulgado na página de Facebook do porta-voz militar, Ahmed Mohammed Ali, o Comando Supremo do Exército afirmou que "a doutrina e a cultura das Forças Armadas não permitem a política de golpes militares", reiterando que os militares "não serão parte do jogo político nem do governo".

A presidência, no entanto, insistiu que continuaria em seu caminho em direção à reconciliação nacional, e denunciou qualquer declaração que iria “aprofundar a divisão” e “ameaçar a paz social”.

O presidente Mursi, continua o comunicado, estava se consultando com todas as forças de segurança para “garantir o caminho para a mudança democrática e a proteção da vontade popular”.

“O estado de democracia civil egípcio é uma das maiores conquistas da revolução de 25 de janeiro”, afirmou a presidência, se referindo ao levante de 2011 que culminou com a queda do ditador Hosni Mubarak, após quase três décadas no poder.

Fonte: Terra
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