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ONU começará a enviar comida por via área à Somália

21 jul 2011
15h54
atualizado às 16h44

A diretora do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PAM), Josette Sheeran, anunciou nesta quinta-feira que a agência começará nos próximos dias a enviar alimentos por via aérea à Somália, onde duas regiões do sul estão em estado de crise de fome.

"Aqui na Somália há uma situação de vida ou morte", disse Sheeran após fazer uma visita a Mogadíscio nesta quinta-feira.

"O PAM começará uma ponte aérea com Mogadíscio para levar provisões vitais de comida especialmente para as crianças desnutridas que tão desesperadamente necessitam", destacou a diretora em comunicado divulgado em Nairóbi.

Sheeran insistiu que "a situação é crítica na Somália", e comemorou a recente decisão do grupo radical islâmico Al Shabab - vinculado à rede terrorista Al Qaeda - de acabar com a proibição que havia imposto às agências de ajuda humanitária de atuar no sul do país.

O PMA atende atualmente 1,5 milhão de pessoas na Somália e vai redobrar seus esforços para atingir 2,2 milhões no sul, segundo o comunicado.

"As pessoas no sul da Somália estão muito doentes e fracas para ir em busca de comida, portanto devemos levá-la. O PMA está preparando a abertura de várias rotas novas, por terra e ar, rumo ao centro da área de crise de fome para estabelecer as condições operativas necessárias", acrescentou a responsável do PMA.

A ONU decretou nesta quarta-feira o estado de crise de fome em duas regiões do sul da Somália, Bakool e Lower Shabelle, algo inédito no país nos últimos 20 anos, e pediu US$ 300 milhões à comunidade internacional para poder "salvar vidas".

Em todo o país, quase a metade da população somali, cerca de 3,7 milhões de pessoas, está em uma situação de crise humanitária, das quais 2,8 milhões vivem no sul, indicam dados divulgados pelas Nações Unidas.

A seca que castiga o Chifre da África (Somália, Etiópia, Djibuti e Eritreia) e seus devastadores efeitos afetam aproximadamente 11 milhões de pessoas da região, segundo a ONU e ONGs de ajuda humanitária.

EFE   

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