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Nigéria: ataque atribuído a radicais islâmicos mata ao menos 55

8 mai 2013
06h04
atualizado às 06h14
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Pelo menos 55 pessoas morreram em um ataque coordenado por supostos membros do grupo radical islâmico Boko Haram na cidade de Bama, no nordeste da Nigéria, informou nesta quarta-feira o jornal local Vanguard.

O porta-voz da Força de Ação Conjunta (JTF, na sigla em inglês) do Exército nigeriano, Sagir Moussa, citado hoje pelo jornal, indicou que 500 homens invadiram ontem a cidade a bordo de vários veículos e atacaram um quartel, uma prisão, um tribunal, um ambulatório e o escritório do governo local.

Segundo Moussa, entre os falecidos estão 22 policiais, 14 carcereiros, 13 supostos integrantes do Boko Haram, dois soldados, uma mulher e três crianças.

A primeira onda de ataques invadiu o quartel da polícia Provincial (de Borno, onde se encontra Bama) e ateou fogo em suas instalações. Posteriormente, o grupo atacou outros alvos, como a prisão, da qual 109 presos foram libertados.

O grupo armado encontrou resistência no quartel do Exército, onde os militares conseguiram evitar o ataque e mataram 13 integrantes.

Nesta quarta-feira, o jornal citado traz imagem de corpos empilhados, todos vítimas do ataque realizado ontem em Bama.

Além disso, o comandante da JTF em Bama, A.G. Laka, afirmou que, após a sangrenta ação, os rebeldes partiram em direção à cidade de Banki, perto da fronteira nigeriana com Camarões, onde protagonizaram mais atos violentos, embora não haja informações a respeito.

Apesar de nenhum grupo ter assumido o ataque até o momento, o proceder e os objetivos do ataque coincidem com os habitualmente perpetrados pelo Boko Haram, cujo reduto, a cidade de Maiduguri, capital do estado de Borno, se encontra a 70 quilômetros de Bama.

Recentemente, o governo nigeriano tentou entrar em acordo com os fundamentalistas para conceder uma anistia a aqueles que desejarem deixar o caminho da violência, uma oferta que os fundamentalistas rejeitaram por completo.

O Boko Haram, cujo nome em línguas locais significa "educação não islâmica é pecado", luta supostamente para impor a lei islâmica no país africano, de maioria muçulmana no norte e de preponderância cristã no sul.

Desde 2009, quando a Polícia acabou com o líder de Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que já causou mais de 3 mil mortos, segundo números do Exército nigeriano.

Com uns 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre múltiplas tensões devido a suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

EFE   
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