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Morre Nelson Mandela, ex-presidente e líder histórico da África do Sul

Após anos de luta contra doenças decorrentes do período em que permaneceu preso por sua luta contra o Apartheid, Mandela deixa a África do Sul e o mundo aos 95 anos; "Nosso povo perdeu um pai", disse Jacob Zuma

5 dez 2013
19h47
atualizado às 23h01
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O ex-presidente e líder histórico da luta contra a segregação racial da África do Sul, Nelson Mandela, morreu nesta quinta-feira, 5 de dezembro de 2013. A notícia foi transmitida à nação e ao mundo pelo presidente sul-africano, Jacob Zuma.

<p>Foto de arquivo do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, em Joanesburgo</p>
Foto de arquivo do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, em Joanesburgo
Foto: Mike Hutchings / Reuters

"Meus amigos sul-africanos, nosso amado Nelson Rolihlahla Mandela, o presidente fundador da nossa nação democrática, foi embora. Ele morreu em paz, na companhia da sua família, por volta das 20h50 (horário sul-africano) neste dia 5 de dezembro", comunicou Zuma em rede nacional, enquanto uma multidão de sul-africanos, permeada por policiais e jornalistas, se mobilizava na frente de sua casa, à espera da notícia. "Ele está descansando. Ele está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu um pai", resumiu Zuma.

Mulher chora em frente à casa de Mandela, em Houghton, após o anúncio da morte do ex-presidente
Mulher chora em frente à casa de Mandela, em Houghton, após o anúncio da morte do ex-presidente
Foto: Mulher chora em frente à casa de Mandela, em Houghton, após o anúncio da morte do ex-presidente / Reuters

Mandela tinha 95 anos e há muito lutava contra doenças decorrentes do período em que permaneceu preso por conta de sua luta contra o Apartheid, regime segregacionista que imperou durante décadas no seu país. Ele passou 27 anos preso para depois se eleger presidente da África do Sul, de 1994 a 1999.

Durante o último ano, Mandela havia passado muitos meses internado em condições críticas, mas recentemente retornara para seu lar, onde permaneceu até hoje, ao lado de familiares e amigos.

Após o comunicado de Zuma, o povo em frente à casa de Mandela começava a cantar e orar, enquanto o mundo começava a absorver a notícia e prestar sua homenagem unânime a um dos mais importantes e determinantes nomes do século XX. "Estou profundamente triste pela morte de Nelson Mandela, um campeão pela justiça. Ninguém como ele fez tanto pelos valores e aspirações das Nações Unidas", disse o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, perante a imprensa, em Nova York.

"Personalidade maior do século XX, Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano da história contemporânea – o fim do apartheid na África do Sul", afirmou Dilma Rousseff. "Com sua valente dignidade e sua incansável disposição para sacrificar sua própria liberdade pela liberdade dos outros, Mandela transformou a África do Sul e comoveu a todos", resumiu o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "Uma grande chama se apagou no mundo", resumiu o premiê do Reino Unido, David. Cameron.

Uma vida de resistência, sonho e luta contra a segregação e a favor da união
Nascido em 18 de julho de 1918 no vilarejo de Mvezo, no distrito de Umtata, região sul-africana de Transkei, Rolihlahla Mandela foi o grande nome da luta contra o fim da divisão entre brancos e negros na África do Sul.

Em 1962, Mandela foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e por viajar ao exterior sem autorização. Em 1964, foi novamente julgado e condenado à prisão perpétua por sabotagem e por conspirar para outros países invadir a África do Sul. No julgamento, ele se declarou culpado da primeira, mas jamais assumiu a segunda acusação.

Mandela passou 27 anos preso. Os primeiros dezoito, na ilha de Robben. Em 1976, recusou uma revisão da pena em troca de retornar para sua região de origem. Em 1985, também rejeitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Ele finalmente foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, quando sufocado pelas sanções internacionais, o regime do Apartheid iniciou um processo de abertura e soltou o principal rosto de sua oposição.

Em 1991, Mandela foi eleito o presidente do Congresso Nacional Africano, principal partido negro do país que fora banido nos anos 60 e recém retomava as atividades. Engajou-se de corpo e alma ao fim do regime segregacionista e, em 1993, conquistou o prêmio Nobel da Paz ao lado do presidente Frederik Willem de Klerk por seus esforços conjuntos pela reconciliação do povo sul-africano.

Em 27 de abril de 1994, foi eleito presidente nas primeiras eleições multirraciais do país, colocando um ponto final no regime segregacionista que governara a África do Sul por 46 anos. "Nós enfim atingimos nossa emancipação política. Nunca, nunca e nunca de novo deixemos que essa linda terra experimente a opressão de um pelo outro", disse em seu discurso de posse, em 10 de maio de 1994.

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Fonte: Terra
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