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Mandela foi um exemplo de fortaleza moral, diz secretário-geral da ONU

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, relembrou a "fortaleza moral" de Nelson Mandela

5 dez 2013
21h16
atualizado às 21h29
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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou nesta quinta-feira a vida "exemplar" do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, falecido hoje aos 95 anos, assim como sua "determinação" e "compromisso" por um mundo melhor.

<p>Nelson Mandela com o cantor Michael Jackson (dir.) em Sun City, em 4 de setembro de 1999</p>
Nelson Mandela com o cantor Michael Jackson (dir.) em Sun City, em 4 de setembro de 1999
Foto: AFP

 

"Estou profundamente triste pela morte de Nelson Mandela, um campeão pela justiça. Ninguém como ele fez tanto pelos valores e aspirações das Nações Unidas", disse Ban em uma declaração perante a imprensa na sede da ONU em Nova York.

O secretário-geral destacou que a "fortaleza moral" de Mandela foi "decisiva" para acabar com o regime do apartheid e fez um pedido para que todos sigam trabalhando por um mundo "melhor e mais justo", inspirados pela vida exemplar do líder sul-africano.

Ban lembrou que apenas graças a pessoas como Mandela foi possível que muitos povos da África e outras partes do mundo pudessem viver "em liberdade", após lembrar que esse continente sofreu durante séculos pelas violações de direitos humanos do colonialismo.

"Muitos cidadãos ao redor do mundo se sentiram inspirados por sua luta desinteressada em favor da dignidade humana, a igualdade e a liberdade. Impactou em nossas vidas de maneira muito profunda", acrescentou.

O principal responsável das Nações Unidas relembrou um encontro que teve com Mandela em 2009, no qual se sentiu "profundamente comovido" e disse que nunca esquecerá seu "profundo senso de humildade e da decência humana".

Ban, que estendeu suas sinceras condolências à família Mandela, ao povo sul-africano "e à família global", pediu que todos aprendam com a "sabedoria", "determinação" e "compromisso" de Madiba para trabalhar para "fazer deste mundo, um mundo melhor".

"Nelson Mandela soube emergir após 27 anos de prisão sem rancores e esteve disposto a construir uma nova África do Sul baseada nos pilares do diálogo e a reconciliação", comentou o diplomata sul-coreano.

Além do discurso do secretário-geral perante a imprensa, antes de viajar para Paris para participar de uma cúpula com 40 líderes africanos, o Conselho de Segurança da ONU fez hoje um minuto de silêncio após saber da notícia da morte de Mandela.

 

EFE   
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