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Mais 2 reféns noruegueses são resgatados em campo de gás na Argélia

19 jan 2013
07h40
atualizado às 08h42
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A companhia petrolífera norueguesa Statoil anunciou neste sábado o resgate realizado ontem de outros dois funcionários desta nacionalidade que haviam sido sequestrados em um campo de tratamento de gás na Argélia na última quarta-feira por um grupo de radicais islâmicos.

"Os dois estão ou a caminho ou se preparando para a viagem de volta à Noruega", disse hoje em entrevista coletiva Helge Lund, presidente da companhia petrolífera, que opera junto com a britânica British Petroleum (BP) e a estatal argelina Sonatracha o campo de gás, localizado na cidade de In Amenas, no sudeste do país, perto da fronteira com a Líbia.

Com isso, dos 17 funcionários noruegueses que estavam na central de gás no momento do ataque terrorista, 11 já estão a salvo, e agora resta saber o que aconteceu com outros seis, sobre os quais não há informações, admitiu Lund.

Um avião fretado pela Statoil aterrissou ontem à noite em Bergen (oeste da Noruega) com trabalhadores da companhia petrolífera, entre eles cinco que sofreram a ação terrorista, quatro noruegueses e um canadense.

Outros três, de nacionalidade argelina, foram libertados há dois dias, enquanto um norueguês recebia assistência médica na Argélia.

O ministro de Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, se disse hoje satisfeito ao tomar conhecimento da notícia do resgate de outros dois compatriotas e expressou sua esperança de que a operação das forças militares argelinas no campo de gás se aproxime de seu final.

"A notícia sobre os dois que agora estão a salvo acendeu a esperança de que possamos encontrar mais com vida. Mas também devemos estar preparados para as más notícias", advertiu Eide, na mesma linha que o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, adotou ontem à noite em entrevista coletiva em Oslo.

Eide acrescentou que as autoridades norueguesas não têm informações de que haja um norueguês entre os sequestradores, como disse a imprensa local a partir dos testemunhos de alguns reféns de outras nacionalidades libertados.

O exército argelino continua a operação que começou há dois dias para tentar resgatar os reféns que ainda continuam em poder dos radicais islâmicos e na qual pelo menos morreram 12 reféns argelinos e estrangeiros e 18 terroristas, segundo Argel.

O ministro de Comunicação da Argélia, Mohammed Said, explicou ontem à noite à rede de televisão estatal que a intervenção imediata das forças especiais do exército, que surpreendeu alguns líderes ocidentais, foi necessária para evitar "uma catástrofe".

O ministro ressaltou que os terroristas contam com explosivos, mísseis e lança-foguetes e estão determinados a cumprir as ordens que receberam, de levar os reféns para Mali.

Segundo os dados oficiais, 573 argelinos foram resgatados, assim como mais de cem cidadãos estrangeiros, por isso cerca de 30 trabalhadores estrangeiros continuam no vasto complexo, alguns deles escondidos e outros em poder dos seqüestradores.

O grupo islâmico que na quarta-feira atacou o campo de gás, denominado "Signatários com sangue", declarou hoje através da agência de notícias mauritana "ANI" que ainda mantém sete ocidentais como reféns.

EFE   
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