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Jovem marroquina é obrigada a se casar com homem que a estuprou

9 mai 2012 11h56
| atualizado às 12h19
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Um casal marroquino denuncia que a sua filha de 14 anos foi forçada pela Justiça local a se casar com o mesmo homem que a estuprou e, por conseqüência, a deixou grávida. Apesar de ter sido obrigada a casar, a jovem ainda vive com a família vive na cidade de Tangêr, no norte do Marrocos.

A família da vítima, apoiada pela ONG "Não Toque Meu Filho", denuncia que a jovem, chamada Safae, foi pressionada por um juiz marroquino a concordar com o tal casamento. Segundo a vítima, a audiência contou com a presença dos pais e do advogado do estuprador, mas sem os familiares da vítima.

A mãe da jovem, que só se identificou como Zakia, afirmou nesta quarta-feira à agência EFE que essa história ocorreu em janeiro de 2011, quando Safae foi sequestrada em frente a uma associação onde estudava, estuprada e depois abandonada perto de sua casa.

Apesar de a família ter denunciado o fato, a mãe da jovem afirma ter sofrido pressões por parte da Promotoria e de um juiz local, que queria que a menina se casasse com o estuprador como única forma de "salvar sua honra".

Safae, que já deu à luz a uma menina, nunca viveu com seu agressor, que, no entanto, não deixou de assediar a jovem até que a mesma tentasse se suicidar várias vezes.

No Marrocos, uma polêmica lei do Código Penal permite que o estuprador case com sua vítima para se livrar da condenação a prisão. Esta lei ganhou evidência com o caso de Amina Filali, uma jovem de 16 anos que se suicidou no início de março depois de ser estuprada e forçada a se casar com seu agressor, que, por sua vez, ainda maltratava Amina depois do casamento.

EFE   
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