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Irmandade Muçulmana não reconhece novo governo egípcio

16 jul 2013
14h13
atualizado às 14h43
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A Irmandade Muçulmana se recusou a reconhecer o novo governo egípcio que assumiu suas funções nesta terça-feira, declarou à AFP Gehad al-Haddad, porta-voz do movimento. "Não reconhecemos nem a legitimidade, nem a autoridade deste governo" formado cerca de duas semanas após a deposição do presidente Mohamed Mursi, membro da Irmandade, declarou.

O novo primeiro-ministro, Hazem al-Beblawi, havia mencionado a possibilidade de incluir islamitas em sua equipe. Mas a Irmandade Muçulmana rejeitou nos últimos dias qualquer diálogo ou participação no novo poder instituído, que eles consideram fruto de um golpe de Estado. O movimento exige o retorno do primeiro presidente democraticamente eleito da história do país.

O novo gabinete conta com trinta membros, mas não possui integrantes afiliados a formações islamitas. O chefe do Exército, general Abdel Fattah al-Sissi, que comandou a deposição de Mursi, manteve sua pasta da Defesa e recebeu também o posto vice-primeiro-ministro. As novas autoridades egípcias rejeitam o termo golpe de Estado e consideram que Mursi havia perdido toda a legitimidade após as grandes manifestações populares exigindo a sua saída.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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