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Exército do Egito diz que Suez e Sinai não estão em estado de emergência

5 jul 2013
10h40
atualizado às 10h50

Tropas egípcias estão "em alerta" na Península do Sinai, disse um porta-voz do Exército nesta sexta-feira, mas ele negou a informação de uma reportagem do jornal estatal Al-Ahram de que o estado de emergência havia sido declarado nas províncias de Suez e Sinai do Sul.

A página do jornal na Internet informou que o aumento nos níveis de alerta era uma resposta a um ataque feito durante a noite por militantes islâmicos armados a um aeroporto na cidade de El Arish, no Sinai.

"Nós já estávamos bem preparados nesta região estratégica importante", disse uma fonte militar. "O anúncio é apenas para assegurar aos nossos soldados e às pessoas que estamos de prontidão no Sinai. Quanto a Suez, lá estamos sempre em um estado de alerta."

O chefe da Autoridade do Canal de Suez, que supervisiona a rota fundamental para o comércio mundial, disse que estava operando normalmente, sem interrupção ao tráfego de carga. Mohab Mameesh disse que 48 navios haviam passado pelo canal até o momento nesta sexta-feira.

Nesta sexta-feira, militantes islâmicos armados fizeram vários ataques contra as forças de segurança no Sinai, dois dias depois de o Exército egípcio derrubar o presidente islâmico Mohamed Mursi.

Fontes de segurança disseram que um soldado foi morto e dois ficaram feridos quando uma delegacia em Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza, recebeu uma ofensiva de foguetes. O posto policial fica perto da sede local da inteligência militar.

Mais cedo, os atacantes dispararam granadas lançadas por foguete sobre postos de controle do Exército que guardam o aeroporto de El Arish, perto da fronteira com a Faixa de Gaza e Israel, no mais recente de uma série de incidentes de segurança na região sem lei.

Não ficou claro se os ataques foram coordenados ou em reação ao afastamento de Mursi.

(Reportagem de Asma Alsharif)

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