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Egito: oposição rejeita possibilidade de "golpe militar"

2 jul 2013
07h31
atualizado às 08h01
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A oposição egípcia afirmou nesta terça-feira que não apoiaria um "golpe de Estado militar" e considerou que o ultimato do Exército ao presidente islamita Mohamed Mursi, para que "atenda as reivindicações do povo", não significa que os militares queiram desempenhar um papel político.

"Não apoiamos nenhum golpe de Estado militar", afirma em um comunicado a Frente de Salvação Nacional (FSN, principal coalizão opositora). A FSN destaca "confiar na declaração do Exército" de que não deseja envolvimento na política.

Ontem, o Exército egípcio deu a Mursi e às forças políticas um ultimato de 48 horas para que "atenda as reivindicações do povo", em aparente referência às manifestações que pedem eleições presidenciais antecipadas.

Mursi está reunido em caráter de urgência com o chefe de governo, Hisham Qandil, e todo seu gabinete, com exceção dos ministros de Defesa e do Interior. A imprensa do país informou que o Executivo poderia apresentar sua demissão em bloco, embora a medida extrema ainda não tenha sido confirmada.

Tribunal restitui procurador
Também nesta terça-feira, um um tribunal do país invalidou a nomeação de Talaat Ibrahim como atual procurador-geral e determinou a restituição do antigo ocupante do cargo, Abdelmeguid Mahmoud, segundo a agência EFE. A corte se pronunciou sobre um recurso que Mahmoud apresentou contra sua destituição do cargo, em novembro do ano passado, pelo presidente Mursi. Na época, a maior parte do judiciário do país rejeitou a medida. Segundo as fontes, como a decisão é definitiva, seu não cumprimento poderia ser punido com prisão.

Mursi se outorgou o poder, em polêmica declaração constitucional emitida em 22 de novembro, de destituir o procurador-geral, o que até então era uma prerrogativa da justiça. Em seguida, o presidente substituiu Mahmoud, criticado por ser próximo do antigo regime de Hosni Mubarak, pelo juiz Ibrahim. A medida de Mursi originou na época uma onda de protestos e distúrbios no Egito, onde a oposição e parte dos juízes rejeitaram a blindagem dos poderes do presidente e a destituição de Mahmoud, que era procurador-geral desde 2006.

Com informações de agências internacionais

Fonte: Terra
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