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Egito aguarda possível libertação de Mubarak em plena crise

22 ago 2013
05h28
atualizado às 05h33
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O Egito aguarda a possível saída da prisão do ex-presidente Hosni Mubarak, que ontem foi posto em liberdade por um tribunal em um caso de corrupção, em plena crise suscitada pela derrocada do líder Mohammed Mursi.

O ex-presidente segue na prisão de Tora, situada na capital egípcia, à espera que os trâmites dessa absolvição sejam concluídos e que sua saída seja autorizada, um fato que pode ocorrer nas próximas horas.

O primeiro-ministro, Hazem al Beblaui, em sua qualidade de vice-governador militar, emitiu ontem à noite um decreto para pôr Mubarak sob prisão domiciliar "no marco do estado de emergência" que o país vive por causa da última onda de violência.

Um tribunal do norte do Cairo considerou que Mubarak deve ser libertado, já que, segundo a sentença, se esgotou o prazo máximo para seguir ele em prisão preventiva na causa pela qual ainda não tinha recebido uma ordem de liberdade provisória.

A corte se referiu ao processo aberto contra o ex-presidente por ter supostamente recebido presentes avaliados em milhões de libras egípcias por parte do conglomerado de instituições jornalísticas estatais "Al Ahram".

Mubarak também segue processado pela morte de manifestantes na revolução de 2011 - a qual o derrubou -, pelo desvio de fundos públicos para construir e reabilitar suas mansões particulares, por enriquecimento ilícito e dano premeditado aos fundos públicos vinculados com a venda de gás a Israel.

Estas causas abertas impedem Mubarak viajar para fora do Egito, disseram à agência estatal de notícias "Mena" fontes judiciais, que explicaram que a decisão do tribunal de ontem é definitiva e inapelável, descartando assim um recurso da Procuradoria.

Enquanto a tensão continua no Egito após a última onda de violência suscitada após a operação policial que desmontou os acampamentos islamitas no Cairo no último dia 14 de agosto.

A Irmandade Muçulmana e outros grupos convocaram novos protestos para esta sexta-feira em repulsa ao golpe militar do último dia 3 de julho e pela morte de centenas manifestantes.

EFE   
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