atualizado às 09h29

Egípcios vão às urnas para concluir primeira eleição presidencial

Um egípcio escolhe seu candidato em um posto de votação no Cairo, no segundo e último dia de eleição no país Foto: AFP
Um egípcio escolhe seu candidato em um posto de votação no Cairo, no segundo e último dia de eleição no país
Foto: AFP
 

Os colégios eleitorais no Egito abriram hoje para o último dia de votação das eleições presidenciais, nas quais disputam o islamita Mohammed Mursi e o general reformado Ahmed Shafiq, último primeiro-ministro do regime de Hosni Mubarak.

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Egito tem 2º turno de eleições em clima de incerteza

Saiba mais sobre os dois candidatos à presidência do Egito
Mohammed Mursi, o candidato da Irmandade Muçulmana
Ahmed Shafiq, o último chefe de governo de Hosni Mubarak

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Os centros eleitorais começaram a funcionar às 8h (horário local, 3h de Brasília), informou a televisão estatal egípcia. Cerca de 51 milhões de egípcios foram convocados às urnas para escolher o primeiro presidente na democracia do Egito, neste segundo turno das presidenciais, cujo primeiro aconteceu em maio.

O canal estatal mostrou imagens de filas de eleitores em colégios em Suez (leste) e na província de Guiza, que abrange parte do Cairo. Mais de 14 mil fiscais supervisionam o processo nos 13.100 colégios eleitorais de todo o país.

Durante este sábado, o primeiro do segundo turno, a afluência de eleitores foi relativamente menor que na primeira rodada de há três semanas em diferentes bairros do Cairo, com poucas filas de pessoas esperando para depositar sua cédula e suportando as altas temperaturas diurnas.

A votação transcorre em um momento de incerteza política depois que a Junta Militar decidiu dissolver na semana passada o Parlamento, com maioria islamita, ao considerar inconstitucional a forma como foi eleito um terço dos deputados.

A decisão foi formalizada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, enquanto a Irmandade Muçulmana, cuja legenda, o Partido Liberdade e Justiça, tinha a maioria no Parlamento, pediu um plebiscito sobre a decisão dos governantes militares.

Nos últimos dias, a Irmandade Muçulmana alertou de uma possível fraude nas presidenciais, por isso que desdobraram um grande número de delegados nos centros de votação, protegidos pela Polícia e pelo Exército.

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