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África

Costa do Marfim já teve 450 mil refugiados, dizem agências

10 mar 2011 - 17h51
(atualizado às 19h11)
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Cerca de 450 mil pessoas já fugiram do crescente conflito na Costa do Marfim, incluindo dezenas de milhares que se instalaram na Libéria, disseram agências de ajuda humanitária nesta semana.

O maior contingente de refugiados ¿ 300 mil ¿ partiu de Abidjan, maior cidade da Costa do Marfim, principalmente por causa dos combates entre forças rivais no bairro de Abobo, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur).

Esse bairro é dominado por rebeldes leais a Alassane Ouattara, líder oposicionista apontado pela comunidade internacional como vencedor das eleições presidenciais de novembro. Seu rival Laurent Gbagbo, o atual presidente, recusa-se a deixar o cargo e mantém o controle sobre as Forças Armadas.

A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau, e na terça-feira Gbagbo tomou medidas para concentrar a produção nas mãos do Estado. Isso gerou um alarme no mercado sobre as perspectivas de fornecimento do produto.

"A crise dos desabrigados na Costa do Marfim alcançou proporções alarmantes", disse Jemini Pandya, porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM), em entrevista coletiva.

As necessidades humanitárias e de segurança no país estão crescendo rapidamente, afirmou Adrian Edwards, do Acnur.

"Relatos persistentes de que mercenários liberianos estão sendo trazidos para participar dos combates contribuem com a desconfiança", acrescentou.

Cerca de 70 mil marfinenses também estão deslocados internamente no oeste por causa dos confrontos, segundo o porta-voz.

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