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Conselho de Segurança apela para fim de violência no Egito

15 ago 2013
20h43
atualizado às 21h18
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O Conselho de Segurança da ONU apelou a todas as partes no Egito nesta quinta-feira que acabem com a violência e exerçam o máximo controle depois que centenas de pessoas foram mortas quando tropas e policiais reprimiram manifestantes que exigiam a reinstalação do presidente deposto Mohamed Mursi.

"A visão dos membros do conselho é de que é importante acabar com a violência no Egito e que as partes exerçam a máxima contenção", disse a embaixadora argentina na Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Cristina Perceval, após a reunião do conselho formado por 15 membros sobre a situação.

O conselho foi informado sobre os acontecimentos em reunião a portas fechadas pelo vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson. A sessão foi solicitada conjuntamente por França, Grã-Bretanha e Austrália, membros do conselho.

Governantes apoiados pelo Exército ordenaram a tomada dos acampamentos de protesto pró-Mursi após o amanhecer de quarta-feira, seis semanas após o Exército derrubar o primeiro líder eleito livremente no país. O governo do Egito diz que 623 pessoas foram mortas.

"Os membros, em primeiro lugar, expressaram sua solidariedade às vítimas e lamentaram a perda de vidas", disse Maria Cristina, que preside o conselho neste mês. "Havia um desejo comum sobre a necessidade de acabar com a violência e promover a reconciliação nacional".

O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, também já havia pedido ao Conselho de Segurança da ONU que se reunisse rapidamente depois do que descreveu como um massacre no Egito e de ter criticado as nações ocidentais por não impedirem o derramamento de sangue.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira que os Estados Unidos estavam cancelando exercícios militares conjuntos com o Egito no próximo mês, dizendo que a cooperação normal dos EUA não pode continuar à luz da sangrenta repressão das Forças Armadas.

infográfico massacre egito
infográfico massacre egito
Foto: AFP
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