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Catar revela que enviou soldados para lutar na Líbia

26 out 2011
08h42
atualizado às 09h13

Centenas de soldados do Catar participaram nas operações militares na Líbia ao lado dos rebeldes, revelou nesta quarta-feira o comandante do Estado-Maior do país, general Hamad ben Ali al-Attiya.

Há cerca de um ano, no dia 20 de outubro de 2011, o ex-ditador líbio Mummar Kadafi foi morto em uma ofensiva à cidade de Sirte. Kadafi era conhecido tanto pela rigidez com que comandava o regime quanto por suas excentricidades. Na tomada do controle do país por rebeldes, uma série de artigos de luxo da família foram fotografados. Relembre a seguir o ambiente rico e de gosto duvidoso que cercava o antigo líder:
Há cerca de um ano, no dia 20 de outubro de 2011, o ex-ditador líbio Mummar Kadafi foi morto em uma ofensiva à cidade de Sirte. Kadafi era conhecido tanto pela rigidez com que comandava o regime quanto por suas excentricidades. Na tomada do controle do país por rebeldes, uma série de artigos de luxo da família foram fotografados. Relembre a seguir o ambiente rico e de gosto duvidoso que cercava o antigo líder:
Foto: Reuters

Esta é a primeira vez que o Catar reconhece que participou nas operações armadas em terra na Líbia. Até agora, admitia apenas uma participação nas operações aéreas dirigidas pela Otan.

Insurreição líbia culmina com queda de Sirte e morte de Kadafi
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.

A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque.

Dois meses depois, os rebeldes invadiram Beni Walid, um dos últimos bastiões de Kadafi. Em 20 de outubro, os rebeldes retomaram o controle de Sirte, cidade natal do coronel e foco derradeiro do antigo regime. Os apoiadores do CNT comemoravam a tomada da cidade quando os rebeldes anunciaram que, no confronto, Kadafi havia sido morto. Estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham morrido desde o início da insurreição.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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