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Ban: morte de Kadafi é "transição histórica" para Líbia

20 out 2011
13h46
atualizado às 14h38

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a notícia da morte de Muamar Kadhafi marca uma "transição histórica" para a Líbia. "Claramente, este dia marca uma transição histórica para a Líbia. Nos próximos dias, presenciaremos cenas de celebração, assim como de pena para aqueles que perderam tanto", ressaltou Ban na sede das Nações Unidas em Nova York.

Conheça a história do ex-ditador líbio Muammar Kadafi

"Vamos reconhecer imediatamente que isto é apenas o fim do princípio. O caminho pela frente para a Líbia e seu povo será difícil e cheio de desafios. Agora é o momento de que todos os líbios se unam", disse Ban.

"Os combatentes de todos os grupos devem depor suas armas e se unir em paz. Este é um momento de reconstrução e de cura, para a generosidade de espírito, não de vingança", disse o chefe da ONU.

"Enquanto as autoridades de transição da Líbia preparam o caminho para as eleições e realizam muitos outros passos em direção à construção de sua nova nação, a inclusão e o pluralismo devem ser as chaves", acrescentou.

"Todos os líbios devem ser capazes de reconhecer a si mesmos no governo e na liderança da nação. As grandes esperanças mantidas durante os longos dias de revolução e conflito devem se traduzir em oportunidades e justiça para todos", disse Ban.

Insurreição líbia culmina com queda de Sirte e morte de Kadafi
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.

A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque.

Dois meses depois, os rebeldes invadiram Beni Walid, um dos últimos bastiões de Kadafi. Em 20 de outubro, os rebeldes retomaram o controle de Sirte, cidade natal do coronel e foco derradeiro do antigo regime. Os apoiadores do CNT comemoravam a tomada da cidade quando os rebeldes anunciaram que, no confronto, Kadafi havia sido morto. Estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham morrido desde o início da insurreição.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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