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Ban Ki-moon viaja ao Sudão do Sul para mediar conflito

6 mai 2014
05h58
atualizado às 06h07
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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegou nesta terça-feira a Juba, a capital do Sudão do Sul, em uma visita de um dia, durante a qual tentará encontrar uma solução política para o atual conflito armado entre as autoridades sul-sudanesas e os rebeldes.

Ban se reunirá com o presidente sul-sudanês, Salva Kiir, para tentar pôr fim à violência, segundo um comunicado da missão da ONU no Sudão do Sul, UNMISS. O secretário-geral também visitará a sede da UNMISS de Tomping, em Juba, para conhecer em primeira mão a situação dos milhares de civis refugiados nesse complexo.

Também se reunirá com os boinas azuis e os funcionários da ONU, para agradecer a proteção oferecida aos civis nessa crise, durante a qual várias sedes da organização internacional foram atacadas.

Durante sua estadia, Ban também manterá encontros com dirigentes da sociedade civil, especialmente representantes das mulheres e de grupos religiosos, acrescentou a nota. O secretário-geral da ONU pediu, em repetidas ocasiões, que os dirigentes sul-sudaneses encontrem uma solução política e acabem com a violência imediatamente.

As autoridades sul-sudanesas e os rebeldes assinaram um cessar-fogo em Adis Abeba, a capital da Etiópia, em janeiro, mas as duas partes se acusaram mutuamente de violar o acordo e os combates aumentaram nos últimos dias na cidade petrolífera de Bentiu.

A visita de Ban acontece depois que o secretário de Estado americano, John Kerry, fez uma visita surpresa a Juba na sexta-feira passada, onde propôs a formação de um governo de transição e uma reunião entre Kiir, e o líder dos insurgentes, o ex-vice-presidente Riek Machar.

Kerry anunciou essa proposta para resolver a crise sul-sudanesa durante uma reunião com Kiir e ameaçou ambas as partes com sanções caso a mesma não seja aceita.

Também na sexta-feira, as potências ocidentais do Conselho de Segurança da ONU defenderam sanções e um embargo de armas aos dirigentes responsáveis pela crise no Sudão do Sul, uma proposta que foi recebida com o ceticismo por países como a Rússia.

Por sua vez, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse recentemente que o Sudão do Sul vive uma deterioração "aguda e drástica", com várias violações dos direitos humanos e o grande risco de uma crise de fome.

O conflito no Sudão do Sul começou em meados de dezembro do ano passado, quando ocorreram combates entre o Exército e militares insurgentes na capital do país e Kiir acusou Machar de tentar um golpe de Estado.

Desde então, os enfrentamentos continuaram, causando milhares de mortos e colocando o jovem país à beira da guerra civil. O Sudão do Sul conseguiu sua independência do Sudão em julho de 2011.

EFE   

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