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Atentado suicida em igreja da Nigéria mata 3 e fere dezenas

23 set 2012 08h45
| atualizado às 13h34
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Uma mulher e uma criança morreram e dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, neste domingo em um atentado suicida contra uma igreja católica da cidade de Bauchi, norte da Nigéria, no qual também morreu o terrorista. O terrorista morreu quando detonou seu carro carregado de explosivos na entrada da Igreja Católica de Saint John, informou a Agência Nacional de Gestão de Desastres da Nigéria (Nema).

"Temos três mortos no total, incluindo o terrorista, uma mulher e uma criança. Quarenta e oito pessoas ficaram gravemente feridas na explosão", afirmou o representante da Cruz Vermelha no estado de Bauchi, Adamu Abubakar.

Um porta-voz da polícia acrescentou que a situação seria pior se o homem-bomba tivesse conseguido adentrar na construção. "Quando o homem-bomba escolheu como alvo a igreja, foi impedido de entrar devido a certas proteções, e em vez disso detonou seu explosivos no estacionamento", disse.

"Eu estava fazendo meu caminho para a igreja quando vi um carro acelerando em direção à entrada da igreja. Ele atingiu a cerca e depois houve uma grande explosão, e pedaços de metal voaram pelo ar", afirmou Manan Yara, uma dona de casa que vive do outro lado da rua em relação à igreja.< "Agradeço a Deus por ainda estar viva", afirmou, com as mãos trêmulas.

O porta-voz da polícia de Bauchi, Hassan Auyo, afirmou aos jornalistas que as autoridades estão ainda avaliando o número e situação das vítimas e dos danos. Nenhum grupo se responsabilizou ainda da explosão, embora Bauchi e toda a região norte da Nigéria sejam palco frequente de ataques da seita islamita Boko Haram, que já atentou em numerosas ocasiões contra comunidades cristãs.

O Boko Haram, cujo nome significa em língua local "a educação não islâmica é pecado", luta para impor a lei islâmica no país africano, de maioria muçulmana no norte e preponderância cristã no sul. O atentado acontece apenas dois dias depois de a Força de Ação Conjunta (JTF) do Exercito da Nigéria ter anunciado a morte de dois líderes da seita radical em Maiduguri, bastião da organização no estado de Borno.

Desde 2009, quando a polícia nigeriana matou o líder do Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais realizam uma sangrenta campanha que já custou mais de 1,4 mil vidas, segundo os dados da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

Com 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

Com informações de agências internacionais.

Fonte: Terra
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