África

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25 de agosto de 2011 • 16h28 • atualizado às 16h46

África do Sul segue perdendo luta contra Aids, diz autoridade

 

A taxa de novas infecções com o vírus HIV na África do Sul, país que tem uma das maiores incidências da doença no mundo com quase um caso para cada 10 cidadãos, está crescendo mais rápido do que os esforços de prevenção, disse o vice-presidente sul-africano nesta quinta-feira. "A taxa de novas infecções continua a superar nossos esforços de prevenção, e os programas de prevenção serão priorizados no novo plano estratégico nacional que está sendo desenvolvido para 2012-2016", disse Kgalema Motlanthe ao Parlamento.

Estimativas indicam que 5,4 milhões de pessoas no país de cerca de 49 milhões de habitantes vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a Aids. O leste e o sul da África são as regiões mais atingidas pela epidemia de HIV no mundo. Do número total mundial de pessoas com Aids em 2009, 34 por cento estavam em 10 países do sul da África, de acordo com o Programa das Nações Unidas para HIV/Aids.

Recentemente, no entanto, o ritmo de novas infecções tem caído na região e na África Subsaariana, com uma queda de 25 por cento entre 2001 e 2009. As mudanças na África do Sul foram significativas. Há uma década, o governo apostava naqueles que negavam que o HIV causava a Aids e financiava curandeiros tradicionais que receitavam alho e beterraba para tratar a doença, em vez de comprar tratamentos comprovados para a doença.

Nos último anos, o governo investiu bilhões de dólares para combater a doença, financiando o maior programa global de distribuição de antirretrovirais, com mais de 1,3 milhão de pessoas recebendo medicamentos atualmente.

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