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Egito: nº de mortos em ataque aumenta para 72, diz Ministério da Saúde

27 jul 2013 14h52
| atualizado às 18h43
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O Ministério da Saúde do Egito informou neste sábado que o número mortos nos conflitos desta madrugada entre partidários do presidente deposto Mohammed Mursi e a polícia no Cairo aumentou para 72. Já o número de feridos subiu para 292.

O porta-voz do ministério, Khaled al-Khatib afirmou ainda que no restante do país, já foram contabilizados oito mortos e cerca de 500 feridos. As vítimas fatais são todas da cidade de Alexandria.

A Irmandade Muçulmana, grupo ao qual Mursi pertenceu até tomar posse da presidência, corrigiu nesta tarde o número de vítimas iniciais - 200 mortos e 4,5 mil feridos - para 66 mortos e 700 feridos. Apesar disso, não descartam que o número de vítimas cresça, pelo grande número de pessoas em estado crítico.

As versões são contraditórias sobre o que aconteceu ontem à noite perto de Rabea al Aduiya, situada no distrito de Cidade Nasser. O Ministério do Interior acusou a Irmandade de ter disparado balas de chumbo e de tentar bloquear a ponte 6 de outubro, uma das principais da cidade.

Além disso, o ministério disse que a polícia apenas usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que atacaram moradores da Cidade Nasser a pedradas e com disparos de balas de chumbo.

Segundo os islamitas, foram os agentes policiais, apoiados por "baltaguiya" (pistoleiros), que atacaram os manifestantes pró Mursi, contra os quais dispararam tiros e balas de chumbo mirando as cabeças e peitos dos manifestantes.

EFE   
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