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Ministros da Saúde da UE analisarão evolução da E. coli nesta terça-feira

4 jul 2011 - 11h54
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Os ministros da Saúde da União Europeia (UE) analisarão nesta terça-feira a situação da segurança alimentar na região após o surgimento de focos de E. coli na França e Alemanha, enquanto está para ser confirmado se a origem das infecções está em sementes importadas do Egito.

Este será um dos assuntos de mais destaque do conselho de Saúde realizado nesta terça-feira em Sopot (Polônia), a primeira reunião deste âmbito que acontece sob a nova presidência de turno da UE, de responsabilidade da Polônia.

Os ministros da Saúde do bloco europeu tratarão a evolução dos surtos da agressiva e pouco comum linhagem de E. coli na França e Alemanha e discutirão as medidas de prevenção sanitária adotadas até agora, segundo explicaram à Agência Efe fontes comunitárias.

Também serão analisadas as últimas informações sobre a possível origem das infecções, que pode estar em sementes de feno-grego importadas do Egito em 2009 e/ou 2010, segundo anunciou o Executivo comunitário na semana passada.

Concretamente, a Comissão Europeia advertiu a Espanha e outros seis países-membros da UE sobre a distribuição em seus territórios das sementes suspeitas, embora no caso espanhol não houve até o momento nenhuma infecção pela linhagem 104 da bactéria E. coli.

O aviso foi enviado pelo sistema de alerta rápido de alimentos e rações (Rasff, na sigla em inglês), depois que a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) e o Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) publicaram um relatório que aponta para essas sementes.

As investigações realizadas em vários países mostraram que as sementes de feno-grego ("Trigonella foenum-graecum") importadas do Egito estão relacionadas com os surtos da Alemanha e da França, embora a ausência de resultados bacteriológicos positivos impeça que se confirme se esta é a causa comum de todas as infecções.

Além disso, a presidência polonesa apresentará suas prioridades para este semestre na Saúde, entre as quais se encontra "a redução das desigualdades sanitárias entre as sociedades europeias", com ênfase especial nas medidas de assistência a crianças com problemas de comunicação, como o autismo.

Outros dos pontos destacados do programa são a promoção dos bons hábitos de nutrição e atividade física, assim como a aplicação das regras sobre transplantes na UE e a incorporação das novas tecnologias aos serviços sanitários.

EFE   
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