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Ministro confirma 1ª morte por gripe suína no Brasil

28 jun 2009
14h20
atualizado às 17h00


O ministro da Saúde confirmou a primeira morte causada pela gripe suína no Brasil. Segundo José Gomes Temporão, a vítima foi um gaúcho de 29 anos que foi infectado pelo vírus na Argentina e que faleceu na manhã deste domingo. O ministro afirmou também que foram confirmados mais 36 casos da doença. O número de pessoas infectadas no País sobe, então, para 627 pessoas. Os números referem-se a informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde até as 14h deste domingo.

Ministro Temporão confirmou primeira morte por gripe do País
Ministro Temporão confirmou primeira morte por gripe do País
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A vítima fatal esteve na Argentina por sete dias. Os sintomas começaram dia 15 de junho, ainda durante a estadia. No dia 19, voltou ao Brasil e foi internado em hospital de referencia em 20 de junho, onde teve o diagnostico positivo, com confirmação laboratorial de influenza A (H1N1).

No dia 23, o paciente teve piora do quadro respiratório, que evoluiu para insuficiência respiratória. Mesmo devidamente assitido com todos os cuidados intensivos, o paciente morreu hoje pela manhã.

"Além da morte anunciada hoje, o Ministério da Saúde acompanha mais um caso de um paciente que inspira cuidados", disse o ministro. Segundo o secretário de Vigilância na Saúde, Gerson Penna, se trata da moradora de São Gabriel (RS) de 14 anos que está internada na UTI do Hospital Universitário de Santa Maria.

"O estado de saúde dela felizmente vem melhorando. Tivemos um contato hoje com o hospital e ela está melhorando, diferentemente do que tínhamos noticiado antes", afirmou Penna.

Segundo Temporão, a morte de um americano é investigada no Rio Grande do Sul. Apesar de a Secretaria Estadual da Saúde informar que não há evidências de que o homem estivesse infectado, exames ainda devem determinar se o paciente realmente não estava com o vírus da gripe suína.

O ministro, contudo, disse que a letalidade do vírus é pequena, e está em queda. "Há um percepção em todo o mundo neste momento de uma queda da letalidade do vírus", disse. Temporão falou também que, "nas primeiras semanas no início da transmissão, havia registro de 2% de letalidade (...) agora se aproxima de 0,4%" o que indica que a letalidade está menor.

O ministro afirmou também que, apesar da baixa letalidade, como se trata de uma nova doença e como não há garantia de como vai ser o comportamento do vírus, deve-se manter a vigilância.

"É um momento difícil, claro, estamos comunicando o primeiro óbito, mas reafirmo que isso não muda em nada a nossa estratégia. (...) Quero reiterar que o Ministério da Saúde tem feito tudo que é necessário para conter a doença, para evitar que outros óbitos ocorram. Quero destacar que esse fato de hoje não muda em nada estratégia do governo brasileiro, vamos continuar seguindo a mesma linha traçada de conversão, tentando impedir que o vírus circule no País", disse Temporão.

Gripe suína

O Ministério da Saúde informou os casos confirmados ocorreram nos Estados de São Paulo (14), Rio de Janeiro (6), Rio Grande do Sul (5), Distrito Federal (5), Pernambuco (3), Goiás (2) e Tocantins (1). Esse número inclui os casos informados ao ministério pelos três laboratórios de referência para diagnostico da influenza - Fundação Oswaldo Cruz (RJ), Instituto Evandro Chagas (PA) e Instituto Adolfo Lutz (SP) - e pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Até 25 de junho, o Ministério da Saúde acompanhava 477 casos suspeitos no País. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Outros 782 casos foram descartados.

Na Argentina, onde o caminhoneiro teria sido infectado, a doença havia deixado, até a sexta-feira, pelo menos 26 vítimas fatais. O número de contagiados pela doença era de 1.587, segundo as fontes oficiais argentinas.

Até o momento, 114 países têm casos confirmados e divulgados da doença, de acordo com informações dos governos ou da Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a OMS, além dos Estados Unidos, México, Canadá, Austrália, Chile e Argentina, o Reino Unido também é considerado um país com transmissão sustentada.

Fonte: Redação Terra

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