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Ministério corrige nº de mortes por gripe suína de 34 para 29

24 jul 2009
11h02
atualizado às 12h53

O Ministério da Saúde corrigiu na manhã desta sexta-feira o número de mortes confirmadas no País em consequência da Influenza A (H1N1), a gripe suína. Em vez das 34 vítimas anunciadas ontem, o número se mantém em 29, como já havia sido divulgado na quarta-feira.

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Nota divulgada nesta manhã pelo ministério informa que, por um erro técnico não esclarecido, foram computadas cinco mortes a mais no Rio Grande do Sul. As mortes confirmadas no Estado, porém, continuam em 11. As outras cinco ainda estão sob investigação

De acordo com o ministério, a partir da correção, têm-se uma taxa de mortalidade por Influenza A (H1N1) no Brasil de 0,015 por 100 mil habitantes.

O Ministério da Saúde lamentou o equívoco e ressaltou que as demais informações fornecidas na quinta-feira em relação à gripe suína permanecem inalteradas. O órgão negou que o governo esteja escondendo números e minimizando a gravidade da expansão do vírus da Influenza A.

Descrédito
Segundo o diretor do departamento de vigilância epidemiológica, Eduardo Hage, o reconhecimento de eventuais erros não tira a credibilidade das informações do Ministério da Saúde. "Esses cinco casos são de pessoas que morreram com sintomas suspeitos, mas não foram confirmados como vítimas do vírus H1N1", disse Hage.

"Não acreditamos que esse erro desacredite das informações do Ministério da Saúde. Quanto mais reconhecemos eventuais erros e corrigimos a informação isso mantém a credibilidade", completou.

O diretor de vigilância epidemiológica afirmou que não é possível comparar a taxa de mortalidade no Brasil em relação a outros países do mundo. Eduardo Hage disse que a taxa de letalidade pela gripe A no Brasil é de 0,015% por 100 mil habitantes.

A taxa mais alta na América do Sul é no Chile, com 0,4% por 100 mil. A Argentina, apesar de ter maior número de mortes que o Chile (137 Argentina/68 no Chile), tem uma taxa de letalidade menor que o vizinho, 0,34% por 100 mil habitantes.

"No Brasil podemos afirmar categoricamente que adoecer pela gripe comum e pela influenza A tem a mesma chance de evoluir para um quadro grave", disse Eduardo Hage.

A metodologia para a contagem do grau de letalidade pelo vírus H1N1 foi alterada por recomendação da Organização Mundial da Saúde. Só passam a ser contados os óbitos e os casos graves em relação à população do país.

"Vamos utilizar parâmetros comuns para que gere confiança na informação, por recomendação da OMS. Não vai ser mais contabilizado todos os casos de gripe A, incluindo os leves como era antes, e sim só os graves e óbitos por habitantes dos países", explicou.

Fonte: Especial para Terra

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