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A habilidade das fêmeas pode funcionar como uma eficiente barreira reprodutiva importante na especiação, a divergência entre novas espécies e as existentes.
A C. compressirostris e outras espécies similares utilizam suas descargas elétricas para navegação (elas sentem quando o campo elétrico que criam é alterado pela presença de um objeto) e para comunicação. Philine G.D. Feulner, da Universidade de Sheffield, Inglaterra, e colegas testaram se essa comunicação se estendia à escolha de um parceiro.
Eles descobriram que as fêmeas escolheram os machos de suas espécies consistentemente entre outros de espécies com parentesco próximo, que produzem sinais elétricos de fase diferente e outras características.
"As fêmeas realmente preferem machos que possuem o mesmo sinal que elas," disse Feulner.
A descoberta pode ajudar a explicar por que existem tantas espécies estreitamente relacionadas no rio Congo, acrescentou a pesquisadora. Para duas espécies divergirem vivendo tão próximas, é preciso haver alguma barreira que impeça a reprodução cruzada. Essa barreira geralmente envolve uma escolha do macho, baseada em pistas sensoriais como a aparência, o cheiro e o som das parceiras. Essa espécie parece usar o sinal elétrico como outra forma de pista, disse Feulner.
Esse tipo de especiação também requer algum tipo de diferenciação ecológica entre as espécies divergentes. Por afetar a navegação do peixe enquanto busca por alimento, o sinal elétrico pode também ter essa função, disse Feulner.
The New York Times
As fêmeas da espécie Campylomormyrus compressirostris podem distinguir os machos de sua própria espécie por sua identidade elétrica
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