Le Monde

Le Monde

Sexta, 13 de julho de 2007, 08h32

Vacina contra tuberculose não é mais obrigatória

Roselyne Bachelot, ministra da Saúde francesa, anunciou em 11 de julho o fim da vacina obrigatória das crianças contra o bacilo da tuberculose, ao apresentar seu novo programa de combate a essa doença.

Depois de mais de dois anos de debates, e atendendo às recomendações do Conselho Superior de Higiene Pública e do Comitê Técnico da Vacinação, a França, seguindo o exemplo de outros países europeus, quer otimizar sua estratégia de vacinação e dirigi-la às crianças consideradas como parte de grupos de risco.

A incidência da tuberculose, uma doença infecciosa de declaração obrigatória desde 1964, não pára de cair em todos os países industrializados. Com 5.473 casos em 2005, ela atinge apenas nove em cada 100 mil franceses. Mas continuam a existir fortes disparidades sociais e geográficas, e ainda é "fortemente recomendado" que as crianças nascidas em países sujeitos a forte incidência de tuberculose, como os da África e Ásia, sejam vacinadas.

Além disso, as crianças que tenham contatos com adultos de regiões de alta incidência, na Guiana Francesa ou no departamento de Ile-de-France, que concentram o maior número de franceses infectados, ou as que vivem em moradias insalubres, superlotadas ou em condições socioeconômicas precárias também devem receber vacinas.

O novo programa considera como prioridade a vacinação já nos primeiros meses da vida, para os integrantes dos grupos de risco. Além disso, foram adotadas medidas para estimular as pessoas que fazem parte dos grupos de risco a consultar médicos, com insistência, afirma o plano "nas garantias de confidencialidade e de atendimento gratuito".

Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

  • Imprima esta notícia
  • Envie esta notícia por e-mail

Busca

Busque outras notícias no Terra: