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Irã diz que mulher acusada de adultério não será apedrejada

9 jul 2010
05h13
atualizado às 07h19

A embaixada do Irã em Londres garantiu nesta sexta-feira que Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério e por quem tinham se mobilizado governos e organizações de todo o mundo, não será executada por apedrejamento.

Em comunicado, a embaixada iraniana diz que são "falsas" as informações divulgadas sobre o apedrejamento da mulher de 43 anos que, segundo denúncias ocidentais, já passou cinco anos na prisão e recebeu 99 chicotadas.

O secretário de Estado do Ministério de Exteriores britânico, Alistair Burt, havia afirmado que o apedrejamento "é um castigo medieval que não faz sentido no mundo moderno" e que seu emprego pelo regime iraniano "demonstra um flagrante desprezo de seus compromissos em matéria de direitos humanos".

"É sabido que esse tipo de castigo quase não foi aplicado no Irã", afirma a nota da Embaixada, que cita expressamente Burt e acrescenta que o apedrejamento não é mencionado no projeto de Código Penal Islâmico estudado atualmente no parlamento iraniano.

Na quinta-feira, os Estados Unidos recomendaram ao Irã que não executasse Ashtiani, e qualificou o apedrejamento como uma prática "bárbara" e "abominável".

"Condenamos nos termos mais enérgicos o uso do apedrejamento, seja onde for que ocorra, como forma de matar ou torturar alguém legalmente", disse Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado.

O dramaturgo David Hare, os atores Robert Redford, Emma Thompson e Juliette Binoche e o desenhista Katherine Hamnett se somaram a uma campanha internacional a favor da libertação da mulher.

O filho de Ashtiani, Sajad Ghadarzade, de 22 anos, enviou uma carta às organizações de direitos humanos na qual negava as acusações de adultério contra sua mãe e se queixava que as autoridades do país tinham rejeitado seus pedidos de clemência.

Na carta, publicada na quinta-feira pelo jornal The Times , Ghardazade denunciava "a falta de justiça neste país". Para esta sexta-feira e sábado tinham sido anunciados protestos junto às embaixadas do Irã em Londres e em outras capitais ocidentais.

EFE   

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