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Ritual indígena à beira do rio marca fim do Fórum

31 de janeiro de 2005 16h47

Indígenas latino-americanos e outros participaram da cerimônia.. Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

Indígenas latino-americanos e outros participaram da cerimônia.
Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

Durante o ato de encerramento do 5º Fórum Mundial Social, indígenas do Brasil, Peru, Equador, Paraguai e outros países americanos leram um manifesto no qual reivindicaram o direito a manter sua cultura. Antes disso, os índios realizaram um ritual de cura às margens do lago Guaíba, onde está localizado o recinto do Fórum. Grupos folclóricos da Palestina e de outros países da África e Ásia também se apresentaram nas últimas horas do Fórum, que mostrou ter a maior capacidade de convocação do mundo.

Foram seis dias "intensos" e "reflexivos", durante os quais aconteceran mais de 2,5 mil oficinas, debates e conferências sobre todos os temas que afetam a humanidade, explicou, durante o encerramento do encontro, Chico Whitaker, um dos fundadores do Fórum e membro do comitê internacional.

O Fórum Social Mundial não inclui uma declaração final, já que é um evento onde são expostas idéias, feitas reflexões e compartilhadas propostas, mas que não se impõem a ninguém, acrescentou Whitaker. Por isso, ao encerrar o encontro, num grande mural foram expostas as propostas surgidas das diferentes atividades e das quase 7 mil organizações que participaram do evento, cujo lema é: "Outro mundo é possível".

São 352 as propostas incluídas nessa espécie de "painel de ilusões", entre elas a erradicação da fome no mundo, pedidos para desenvolver campanhas contra o racismo ou para conseguir uma sociedade mais humanizada e com mais tempo livre, além do fim da guerra no Iraque.

Também são propostos o aumento da reciclagem de resíduos, a criação de um fórum paralelo dedicado à diversidade sexual ou a luta contra a exploração infantil.

Entre as propostas tão variadas, também figuram às daqueles que reivindicam a psicanálise como única forma de conseguir um mundo mais "equilibrado", a autogestão comunitária dos recursos naturais ou a promoção de um governo "nacional" de países americanos.

As lutas contra as armas, o respeito à diversidade cultural, iniciativas para conseguir o desenvolvimento social e econômico sustentável ou sensibilizar a humanidade dos efeitos perversos da globalização e da corrupção política são outras das reflexões incluídas no muro.

Todas elas refletem a disparidade de temas tratados neste Fórum, que contou diariamente com quase 2,5 mil horas de atividades, numa espécie de "caos organizado", para o qual as autoridades de Porto Alegre cederam uma área de 150 mil metros quadrados.

Whitaker explicou que os painéis sobre os direitos humanos, a luta de classes, a convocação mundial contra a fome e a reforma dos organismos internacionais, especialmente a ONU, foram os que mais repercussão tiveram, por número de participantes. Também referiu-se à idéia de, no próximo ano, dividir o Fórum Social Mundial em vários encontros, que seriam realizados em diferentes pontos e cujas sedes serão estipuladas durante uma reunião do comitê organizador, que acontecerá no final de março, em algum país da Europa.

EFE
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  1. A bandeira das bandeiras reúne distintas manifestações do Fórum Social.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    A bandeira das bandeiras reúne distintas manifestações do Fórum Social.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  2. A bandeira expõe num mosaico colorido as diversas entidades e organizações civis que dão sustentação às propostas do FSM.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    A bandeira expõe num mosaico colorido as diversas entidades e organizações civis que dão sustentação às propostas do FSM.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  3. A dança foi parte importantes do ritual feito às margens do Guaíba no encerramento do Fórum Social Mundial.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    A dança foi parte importantes do ritual feito às margens do Guaíba no encerramento do Fórum Social Mundial.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  4. Os passos e o ritmo cadenciado fazem parte do ritual.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    Os passos e o ritmo cadenciado fazem parte do ritual.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  5. Vários manifestantes vestiam roupas típicas de seus povos.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    Vários manifestantes vestiam roupas típicas de seus povos.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  6. O mural das propostas abriga mais de 300 sugestões para um mundo melhor.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    O mural das propostas abriga mais de 300 sugestões para um mundo melhor.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  7. Indígenas latino-americanos participaram da cerimônia de encerramento. Este casal veio ao FSM pela primeira vez.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    Indígenas latino-americanos participaram da cerimônia de encerramento. Este casal veio ao FSM pela primeira vez.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  8. Danças e instrumentos típicos para comemorar a diversidade.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    Danças e instrumentos típicos para comemorar a diversidade.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  9. Os bolivianos estiveram presentes à cerimônia indígena com suas roupas coloridas.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    Os bolivianos estiveram presentes à cerimônia indígena com suas roupas coloridas.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  10. Atenta, a participante não se incomoda com o sol forte.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    Atenta, a participante não se incomoda com o sol forte.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  11. O indiano, de branco, assiste à cerimônia.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    O indiano, de branco, assiste à cerimônia.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  12. O índio saboreia o cachimbo. A fumaça costuma desempenhar um papel importante nos rituais.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    O índio saboreia o cachimbo. A fumaça costuma desempenhar um papel importante nos rituais.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  13. O cachimbo, agora, já está em outras mãos (e bocas!)  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    O cachimbo, agora, já está em outras mãos (e bocas!)

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  14. As roupas coloridas logo identificam os indígenas de origem latino-americana.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    As roupas coloridas logo identificam os indígenas de origem latino-americana.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

  15. Mãos dadas para a prece e desejos de um mundo mais justo.  Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

    Mãos dadas para a prece e desejos de um mundo mais justo.

    Foto: Pedro Weber/Especial para Terra

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