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Cauã Reymond diz que Floriano é seu melhor papel

12 de junho de 2005 13h04 atualizado às 13h13

Cauã Reymond deu vida ao pescador Floriano em  Como Uma Onda. Foto: Pedro Paulo Figueiredo/TV Press

Cauã Reymond deu vida ao pescador Floriano em Como Uma Onda
Foto: Pedro Paulo Figueiredo/TV Press

Cauã Reymond sabe que sua carreira de ator está apenas começando. Mas acredita que em seu terceiro papel, o pescador Floriano de Como uma Onda, é bem mais denso e permitiu que ele mostrasse uma boa dose de maturidade - coisa que não teve chance com o malandro Maumau, de Malhação, e o meninão Thor, de Da Cor do Pecado. "Os dois eram infantis. Já o Floriano é um homem com conflitos e questionamentos. Ele é o personagem mais importante que já fiz", valoriza o ator de 25 anos, com um largo sorriso.

Antes mesmo de a novela começar, no entanto, Cauã já tinha consciência da relevância de Floriano para sua carreira. Era sua chance de arriscar uma interpretação mais aprimorada. Tanto que assim que terminou de gravar Da Cor do Pecado, já começou a se preparar para viver o pescador.

Com a ajuda da "coach" Camila Amado, o ator abandonou o jeito "guerreiro" e ingênuo de Thor, um dos integrantes da simpática família Sardinha, e começou a construir um perfil mais rústico e introvertido.

Além das aulas de interpretação, Cauã assistiu a alguns filmes, como Imensidão Azul, de Luc Besson. Ele também se reuniu com as atrizes Louise Cardoso, Fernanda de Freitas e Sheron Menezes para trocar idéias sobre o núcleo de pescadores e o texto.

A preparação parece ter sido válida. Cauã não faz rodeios ao dizer que gostou de seu desempenho em Como uma Onda, que acaba dia 17 de junho. "Fiquei muito satisfeito. Meu trabalho como ator ganhou consistência e a história do Floriano foi muito bem-desenvolvida", opina.

Apesar de estar contente com o rumo de seu personagem na trama, Cauã não esconde que gostaria que o envolvimento de Floriano e Lenita, de Mel Lisboa, tivesse se prolongado um pouco mais. A justificativa é simples: um triângulo amoroso, como o que se formou entre Floriano, Lenita e Rosário, de Sheron Menezes, sempre dá dinamismo à trama, enriquece e valoriza os personagens envolvidos. Cauã também queria ter contracenado mais vezes com Fernanda de Freitas - que interpreta Amanda, irmã de Floriano - e ter desenvolvido melhor a relação entre os irmãos. "Nossos personagens caíram em histórias totalmente diferentes", lamenta.

Esses "detalhes", porém, não diminuem em nada a empolgação de Cauã. Aliás, nem mesmo a baixa audiência de Como uma Onda - que já marcou 23 pontos e agora está na casa dos 30 - conseguiu abalar a satisfação do ator com seu atual trabalho. Ele prefere, simplesmente, ignorar os "tropeços" da trama e atribuir os maus índices do Ibope ao fato da novela, das seis, ter sido exibida durante alguns meses no horário de verão, o que, na teoria, diminui o número de pessoas vendo TV. "É bom quando elogiam a novela em que você atua. Mas quando isso não acontece, o ator tem de encontrar o seu prazer em fazer aquele papel", desconversa.

Apesar da audiência da novela deixar a desejar, Cauã tem lá seus motivos para sorrir de orelha a orelha. Afinal, desde que estreou na TV em Malhação, em 2002, "emenda" um trabalho no outro. Agora, mesmo antes do final de Como uma Onda já está cotado para integrar o elenco de Belíssima, nova novela das oito de Sílvio de Abreu. Embora não fale muito sobre o assunto, o ator mal consegue disfarçar seu contentamento.

Cauã, no entanto, não está interessado apenas em quantidade. Na verdade, seu desejo é se firmar como ator e se livrar do preconceito, que ainda sofre, por ter sido lutador de jiu-jítsu e modelo. E quer provar que não é apenas mais um rostinho bonito na tevê. "Sei que existem pessoas que talvez nunca queiram me assistir. Mas sigo em frente e, assim, vou conquistando meu espaço", frisa.

TV Press