O presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou nesta quarta-feira que não vai recuar na decisão de aumentar de 60 para 62 anos a idade mínima para a aposentadoria, um dos principais pontos da reforma da previdência que seu governo pretende aprovar, um dia depois de uma grande mobilização no país contra a medida.
"De nenhuma maneira mudaremos este ponto", declarou Sarkozy na reunião semanal do conselho de ministros, segundo o Palácio do Eliseu, sede da presidência. Sarkozy reiterou que a reforma do sistema da aposentadoria defendida por seu governo, que foi apresentada na terça-feira no Parlamento, é "uma das mais importantes, já que no momento em que uma aposentadoria em cada 10 é financiada pela dívida, devemos garantir aos franceses que suas aposentadorias e as de seus filhos serão pagas".
A reforma, criticada na terça-feira nas ruas das principais cidades do país por mais de um milhão de pessoas segundo a polícia e quase três milhões de acordo com os sindicatos, prevê elevar a idade mínima a partir de 2018 e aumentar de 65 a 67 anos a idade para obter uma aposentadoria completa, os dois pontos mais polêmicos.
Sarkozy destacou que por se tratar de uma "reforma essencial" é "normal que gere inquietações e mobilizações importantes, como aconteceu ontem". "Não deixarei que ninguém desnaturalize a reforma, pois seria colocar em perigo o retorno ao equilíbrio do sistema de aposentadoria", advertiu em seguida.
O governo defende que a reforma permitirá salvar um sistema ameaçado pelo aumento da expectativa de vida e as consequências da crise econômica de 2008, que triplicou o déficit do sistema da previdência em 2010, a 32 bilhões de euros (39 bilhões de dólares).
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- Invertia

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