Manifestante "esfaqueia" presidente dos EUA |
De acordo com a organização do Fórum, 155 mil pessoas participaram ativamente do evento. Jornalistas somaram 6.880 pessoas, 35 mil integrantes estavam no Acampamento da Juventude e pessoas de 135 países envolveram-se em 2,5 mil atividades. Devem ser citados, ainda, os 2,8 mil voluntários que colaboraram para que tudo desse certo.
A cerimônia oficial de encerramento começou às 8h30 da manhã na orla do Guaíba, próximo à Usina do Gasômetro, com a afixação das propostas tratadas no Fórum (mais de 350) em um mural, leitura de mensagens e encontro de diversas etnias. Também foram apresentados alguns números do Fórum e definições do Conselho Internacional para 2006 e 2007.
A marcha, que começou às 11h com uma concentração perto do anfiteatro Pôr-do-Sol, avançou em direção à Usina do Gasômetro e foi até o Largo Glênio Perez, em frente à prefeitura da Capital gaúcha. Ali, três carros de som se revezavam na condução das palavras de ordem. Até a publicação deste texto, não havia um número oficial por parte da Brigada Militar, que policiou o evento do início ao fim. Um integrante da corporação arriscou "chutar", calculando em cerca de 3 mil pessoas.
Bem à frente, na marcha, estavam o coordenador do MST, João Pedro Stédile, o vereador Raul Carrion Jr. (PC do B) e outras lideranças e integrantes de movimentos sociais brasileiros e do Exterior. Uma das coordenadoras do movimento contra a Alca no Equador, Blanca Chancosa, explicava a jornalistas porque acredita no Fórum - esteve presente em todos, inclusive o do ano passado, realizado na Índia.
Verdadeiro "bazar ideológico", a marcha tinha bandeiras para todos os gostos, tendências e causas, e até batucada: em ritmo de samba, o pessoal gritava "Fora já, fora daqui, o Bush do Iraque e o Brasil do Haiti". Mas podiam ser vistas faixas contra o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, pela Marcha Mundial das Mulheres e até mesmo defendendo a adoç/ao do Esperanto como língua transnacional.
Um dos oradores chamados a subir ao carro de som para falar ao público foi o venezuelano Eduardo Pignatti, da coordenação das associações de trabalhadores daquele País. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, foi uma das estrelas deste FSM, e a Venezuela será a sede, nas Américas, da edição de 2006 do Fórum Social Mundial.
Redação Terra