Metalúrgicos marcham contra o desemprego e a Alca

29 de janeiro de 2005 • 23h11 • atualizado às 23h11

Centenas de pessoas se reuniram este sábado em Porto Alegre, sede do Fórum Social Mundial (FSM), para protestar contra o desemprego, as condições precárias de trabalho e a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Os manifestantes andaram cerca de uma hora em direção Usina do Gasômetro, centro logístico do FSM, convocados pela Federação Internacional dos Metalúrgicos, a Confederação brasileira dos Metalúrgicos e a Confederação brasileira de Trabalhadores Metalúrgicos.

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    A passeata tinha 500 pessoas no início, mas foi reforçada por mais 500 participantes do Fórum no decorrer do percurso. "Não à Alca, não ao neoliberalismo e melhores condições de trabalho", diziam os cartazes da manifestação.

    "As principais reivindicações são melhoria nas condições de trabalho e a demanda de novos empregos", indicou Enoque Ameancil Feneto, tesoureiro do sindicato dos metalúrgicos de Pernambuco (nordeste).

    Segundo ele, havia 60 mil postos de trabalho no setor nos anos 80 em Pernambuco e hoje não há mais que 15 mil. Mesmo assim, Enoque mostrou sua satisfação pelo anúncio da criação de 45 mil postos de trabalho até 2007 na região pela assinatura de um contrato de construção naval.

    Além dos brasileiros, sindicalistas da Venezuela, Chile, Espanha, Uruguai e Paraguai participaram da passeata, de acordo com o sindicalista de Pernambuco.

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