Em conversa com alguns jornalistas, ele disse que a partir de 2006, houve consenso dos membros do Conselho Internacional de promover eventos simultâneos em cada região do mundo, usando a mesma metodologia do FSM, ou seja, "criar espaços abertos de forma a reunir pessoas, fazendo interconexões através da Internet, mas será um fórum único mundial", explicou.
Conforme Whitaker, sobre o Fórum na África, já aconteceu uma reunião em Lusaka. Também, o comitê internacional reuniu-se com representantes africanos, dias antes de iniciar o FSM. Ele salienta que o continente foi mal dividido pelos colonizadores," o que acarretou dificuldades estruturais que têm que ser ultrapassadas", disse.
Ele acrescentou que existe um problema sério de transportes dentro da África. Muitas vezes, é preciso ir até à Europa ou ao Sul do Continente, para poder chegar até o outro lado, além de outros problemas sérios, entre eles, a fome e a pobreza.
Disse ainda que o evento na África é um espaço que se abre para que as pessoas e organizações se encontrem e intecambiem propostas e experiências. O objetivo é que barreiras sejam superadas, para que bandeiras comuns sejam trabalhadas. "O que faz a força do FSM é o respeito pela adversidade. Fazer um documento para todos seria impraticável. Cada proposta reflete o trabalho e a luta de seus autores'', observou. "O Fórum é um espaço aberto à sociedade civil", destacou.
Já Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos Social, um dos organizadores do Fórum, disse que globalização e desenvolvimento sustentável, "como tudo na vida, pode-se fazer de maneiras diferentes. Queremos a globalização do FSM. Sobre o fato da Prefeitura do PT ter perdido as eleições, Oded disse que isso não tem relação nenhuma com a decisão do CI. A iniciativa de descentralizar o evento e fazer na África, foi decidida pelo Conselho Internacional em reunião na Itália, em meados do ano passado.
Já Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), do Comitê Organizador Brasileiro do FSM, disse que não está descartado o fato do Fórum poder voltar a Porto Alegre depois de 2007. Segundo ele, isso vai depender da decisão das 130 organizações que formam o Conselho Internacional do FSM e que têm a missão de expandir mundialmente o processo. "Porto Alegre adquiriu uma marca inestimável, podendo promover atividades, e reflexões referentes ao Fórum".
Sérgio Haddad, do Conselho Internacional do FSM, afirmou que a saída do Fórum faz parte de um processo de "mundialização". Já Bernard Cassen, mebro do CI, diz que a cidade deve permanecer apenas como um ponto de referência.
JB Online