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 Chanceler da Colômbia diz esperar pouco de reunião da Unasul
29 de julho de 2010 13h20

O chanceler da Colômbia, Jaime Bermúdez, disse ter pouca esperança de que a reunião nesta quinta-feira com os membros do bloco sul-americano Unasul obtenha consenso para convencer a Venezuela a comprovar a presença de guerrilheiros em seu território, denúncia que levou à ruptura de laços entre os dois países vizinhos.

Antes de partir para Quito, onde será realizado o encontro à tarde, Bermúdez disse que inclusive alguns dos chanceleres que participarão da sessão extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) não a consideraram adequada.

No entanto, o chanceler afirmou que insistirá em seu pedido ao país vizinho e descartou que sejam desmentidas as acusações, que surgiram há uma semana e resultaram no rompimento das relações diplomáticas por ordens do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

"Realmente não tenho maiores expectativas. Primeiro, porque o secretário-geral, o presidente (Néstor) Kirchner, não vai ouvir; segundo, porque vários chanceleres delegaram seus vice-chanceleres", disse Bermúdez à rádio local Caracol, antes de embarcar.

"Terceiro, porque as conversas que temos tido nesses dias entre os chanceleres da região e nas ligações que foram feitas encontraram que alguns não consideram conveniente esta reunião; e quarto, porque se requer consenso para qualquer decisão e sabemos de antemão a posição de alguns países", acrescentou.

Bermúdez demonstrou otimismo sobre as relações do presidente eleito Juan Manuel Santos, que assumirá no próximo dia 7 de agosto como sucessor de Álvaro Uribe, com a Venezuela, país com o qual a Colômbia compartilha uma fronteira terrestre de 2.219 quilômetros.

"Tomara que o governo que entrar tenha toda a possibilidade de conseguir que a Venezuela coopere de maneira concreta e eficaz, não retórica nestes temas", concluiu o chanceler.

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