A cúpula do PT negocia há mais de três meses com os movimentos sociais para evitar vaias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua passagem pelo Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o PT está preocupado que o presidente seja hostilizado por grupos radicais, que vêem em atos do governo, como o acordo com o Fundo Monetário Internacional, e o não cumprimento de metas de reforma agrária, como uma traição à história do partido.
"Queremos dialogar com nossa base social e política, mesmo havendo mal-estar em relação ao governo", afirmou o presidente do PT, José Genoino, a O Estado de S. Paulo . "Divergências nós aceitamos. O que não dá para aceitar é xingamento e torta na cara", completou.
Genoino fez referência ao Fórum de 2003, também ocorrido em Porto Alegre, quando foi agredido com uma torta de morango em chantilly na cara, por uma moça que se identificou como representante da organização de ultra-esquerda, intitulada "Confeiteiros sem Fronteiras".
Redação Terra
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