De acordo com o arquiteto Rodrigo Allgaer, do Ateliê de Arquitetura do FSM, "as técnicas de bioconstrução são tradicionalmente usadas por comunidades e podem ser aplicadas em larga escala pelo fato de serem mais econômicas e ecologicamente corretas".
Soldados do Exército Brasileiro, ao lado de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) participaram como mão-de-obra na construção. Segundo Allgaer, alguns desses grupos já utilizam a técnica no Brasil, mas outros estão tendo a oportunidade de conhecer para, posteriormente, aplicar em suas regiões.
O arquiteto destaca que as paredes de fardo de palha, com cerca de 35 centímetros de espessura permitem isolamento técnico e acústico superior às técnicas mais conhecidas. Outras vantagens desse tipo de construção é economia de energia, emprego de sistemas alternativos de refrigeração e calefação. "Se executados de maneira correta, podem oferecer mais conforto do que os tradicionais", acrescenta.
Os auditórios bioconstruídos, com capacidade para 100 e 50 lugares, vão abrigar as atividades do Espaço Temático - Afirmando e Defendendo os Bens Comuns da Terra e dos Povos - como alternativa à mercantilização e ao controle das transnacionais". Durante o fórum, também serão construídos 25 auditórios em alvenaria leve, com cobertura de telhas de material reciclado, como embalagens de Tetrapac.
A paisagem da bioarquitetura fará parte também do Acampamento Intercontinental da Juventude (AIJ).
Agência Brasil