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"Fui cobrada para voltar à TV", diz Mayara Magri

19 de dezembro de 2004 10h46 atualizado às 10h46

Mayara Magri integra o elenco de  A Escrava Isaura , depois de 7 anos longe da TV. Foto: Record/Divulgação

Mayara Magri integra o elenco de A Escrava Isaura, depois de 7 anos longe da TV
Foto: Record/Divulgação

Dia desses, Mayara Magri estava andando na rua quando um admirador lhe ofereceu um poema. Nele, o rapaz dizia o quanto morria de saudades de vê-la no vídeo. Aos 42 anos, a intérprete da vingativa Tomásia, de A Escrava Isaura, confessa que a recíproca também é verdadeira. Afinal, seu último trabalho na tevê foi a novela Os Ossos do Barão, no SBT. "Eu já esperava por esse carinho. Sempre fui muito cobrada para voltar à tevê", garante.

Resumo da semana em A Escrava Isaura

A nova versão de A Escrava Isaura marca o retorno da atriz à tevê depois de sete anos. Nesse período, Mayara dedicou-se ao teatro, excursionando com as peças S.O.S. Brasil e Brasil S/A, de Antônio Ermírio de Moraes. "Dei um salto na carreira. Hoje, não faço mais a filha rebelde, mimada e, sim, a mulher madura, decidida. Estou vivendo um período pleno e interessante da minha vida", avalia.

A mulher madura e decidida a que Mayara se refere é a vingativa Tomásia, de A Escrava Isaura. Depois de ter sido vilipendiada pelo cruel Leôncio, interpretado por Leopoldo Pacheco, ela já havia jurado vingança. O que era ruim, porém, ficou ainda pior quando Leôncio matou, a tiros, o marido de Tomásia, o Conde Campos, vivido por Carlo Briani. "Tomásia quer que Leôncio pague por seus crimes e vai viver para destruí-lo", avisa.

O que motivou você a tornar a fazer novelas depois de sete anos?
Ah, sem dúvida, foi a personagem. A Tomásia é uma mulher muito forte e batalhadora. Ela quer ver Leôncio arruinado e vai atacá-lo de todas as formas. O que me motivou também foi o investimento da Record em teledramaturgia. Um investimento não só tecnológico, mas, principalmente, artístico. Quando o Herval escalou o elenco, preocupou-se em escalar apenas bons atores. É tudo tão bonito e bem-feito que, às vezes, me sinto fazendo uma minissérie.

Seu último trabalho na tevê foi Os Ossos do Barão, no SBT. Por que você ficou tanto tempo longe do vídeo?
Resolvi me dedicar ao teatro. Nessa época, entrei para a companhia do Antônio Ermírio de Moraes e encenei duas peças dele por quase quatro anos. Percorremos quase todas as capitais. Formei também uma escola de teatro em Americana, mas, como eu viajava muito, ela só durou um ano. Minha vida andava muito corrida e eu quase não tinha tempo de ir lá. Não achava justo com os alunos que se matriculavam no curso para ter aulas comigo...

Mas o que um projeto tem de ter para você acreditar nele?
Amor, tesão... Tudo o que não falta em A Escrava Isaura. Todos na Record estão imbuídos de uma força de vontade descomunal para que a novela dê certo. Às vezes, os atores estão tão cansados após um dia intenso de gravação que o pessoal da técnica chega a levantar o ânimo da gente. A cumplicidade é enorme! Além disso, A Escrava Isaura é uma novela que está no imaginário de todo mundo, de quem assistiu e até de quem não assistiu também, mas já ouviu falar...

A Tomásia, inclusive, é uma personagem que não existia na primeira versão. Como está sendo interpretá-la?
Maravilhoso! A certa altura, o Herval me disse que tinha uma personagem que era a minha cara. Nem discuti. Confio plenamente nele. Se você se entrega nas mãos do Herval como diretor, pode ter certeza de que vai ser sucesso. Sei disso porque meus maiores sucessos na tevê, A Gata Comeu, na Globo, e Dona Beija, na Manchete, fiz com ele.

Há quase um ano, você namora o diretor Herval Rossano. Quais os prós e contras de ser dirigida pelo próprio namorado?
Herval e eu nos reencontramos em fevereiro. Fazia seis anos que a gente não se via. Ele me viu numa entrevista na tevê e me mandou um e-mail. A gente tem de viver o que a vida nos proporciona. Ele me pediu em casamento e aceitei. No "set" de gravação, porém, sou uma atriz e deixo isso bem claro. Continuo respeitando o Herval como sempre respeitei. Sei o talento que ele tem. Tudo na vida é uma questão de respeito. Respeito muito o trabalho dele e ele o meu.

TV Press