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"Como Uma Onda" traz cultura açoriana e brasileira

21 de novembro de 2004 10h00 atualizado às 10h00

Alinne Moraes e Ricardo Pereira são os protagonistas da novela  Como uma onda. Foto: Luiza Dantas/TV Press

Alinne Moraes e Ricardo Pereira são os protagonistas da novela Como uma onda
Foto: Luiza Dantas/TV Press

Uma mistura da cultura açoriana com as ensolaradas paisagens praianas brasileiras dá o tom de Como Uma Onda, novela que a Globo estréia na próxima segunda-feira, dia 22, no horário das 18h. Passada em Florianópolis, capital catarinense, a trama de Walter Negrão esbanja rostos jovens, corpos bonitos e as inevitáveis cenas à beira da praia.

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Alinne Moraes, que se destacou como a homossexual Clara em Mulheres Apaixonadas e viveu a surfista Moa em Da Cor do Pecado, estréia como protagonista ao lado de outras beldades, como Henri Castelli, Mel Lisboa e Maria Fernanda Cândido.

"Tento não pensar na pressão de protagonizar. Acho que a novela é resultado do trabalho de uma equipe inteira", minimiza a atriz, que viverá um triângulo amoroso com os personagens de Henri e do português Ricardo Pereira.

Na trama, Alinne interpreta Nina, uma jovem certinha e de bom coração, noiva do vilão J. J., vivido por Henri. Depois do insosso Hugo, de Celebridade, o ator é outro que estréia em um novo tipo de papel, já que nunca tinha interpretado um personagem "do Mal" na tevê. "Logo nas primeiras cenas, ele já demonstra sua verdadeira face. Não fica nenhuma dúvida de que é o grande malvado da história", valoriza Henri.

J. J. vai ter ainda mais motivos para aprontar depois que Nina se apaixonar pelo português Daniel Cascaes. Na pele do mocinho, Ricardo Pereira é o primeiro ator português a protagonizar uma novela brasileira e foi escolhido depois de uma série de testes na "terrinha". "Precisávamos de um homem que fosse bonito e bom ator. Ele é excelente, vai da comédia ao sofrimento com uma facilidade incrível", derrama-se o autor Walter Negrão.

Ricardo, que tem 25 anos e faz teatro desde os 17, tenta retribuir os elogios com muita dedicação ao trabalho. "Às vezes, nem consigo dormir à noite, pensando nas cenas que tenho de fazer no dia seguinte", confessa.

Nina e Daniel também vão perder muitas noites de sono. Por causa de sua história de amor, eles terão de enfrentar, além de J. J., a determinada Lenita, personagem de Mel Lisboa. Irmã de Nina, ela se apaixona pelo "gajo" ainda durante a viagem de férias com a família a Portugal. E não vai sossegar enquanto não conseguir que ele permaneça no Brasil, depois de vir parar aqui por uma armação do pai de sua namorada portuguesa. "Ela é inconseqüente, não percebe que pode fazer mal às pessoas com suas atitudes impensadas", defende Mel.

Com tantas disputas amorosas, o diretor Dennis Carvalho aposta que a trama vai conquistar facilmente o público. "O Negrão acertou em cheio. São várias histórias de amor e novela das seis tem de ter isso", ensina o diretor, estreante no horário.

Mas os romances não são a única aposta de Como Uma Onda. A trama abre espaço também para humor e muitas disputas. O primeiro ingrediente é um prato cheio para Denise Del Vecchio, que vive a peruíssima Mariléia, mãe de Nina e Lenita. "Acho ótimo fazer comédia, porque a gente sofre muito menos", opina a atriz. Já o universo das disputas vai trazer à tona a questão ambiental.

O ambicioso J. J. se empenha para construir um "resort" num paraíso habitado por uma comunidade de pescadores e ostreiros, local de forte influência açoriana. A guerra será enfrentada por Amarante, líder da região, interpretado por Kadu Moliterno. "Acho que entrei numa nova fase da minha carreira, de personagens mais vividos e contundentes", imagina o ator.

A trama da "guerra imobiliária" ganha reforço também com Hugo Carvana e Laura Cardoso. A atriz interpreta a mãe de Amarante, uma espécie de matriarca de toda a comunidade. Já Hugo vive o correto Sinésio, pai de Nina e Lenita e sócio de J. J. numa empresa de pesca.

Além deles, a novela traz nomes como Louise Cardoso, Tato Gabus Mendes, Elias Gleizer, Débora Duarte e Herson Capri, numa declarada estratégia de Walter Negrão de dar mais consistência ao trabalho. "O mocinho e a mocinha serão sempre nomes que podem despertar grande popularidade. Mas quem sustenta este 'carro' são os atores que fazem pais, tios, avós... Estes eu faço questão de escolher pessoalmente", confessa o autor.

TV Press