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SP: compare quanto custa voar de Congonhas, Cumbica e Viracopos

14 de novembro de 2009 15h00

O início das operações da Azul em dezembro do ano passado quase triplicou o movimento no aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 99 km de São Paulo. De janeiro a setembro deste ano, cerca de 2,2 milhões de pessoas embarcaram ou desembarcaram no local, frente a 822 mil no mesmo período do ano passado - um aumento de 172%.

O crescimento não se deve apenas à nova companhia. A decisão de ampliar as operações em um aeroporto menos saturado e com tarifas reduzidas provocou a reação dos líderes de mercado, TAM e Gol, que elevaram o número de vôos partindo de Campinas - também com preços menores.

Desse modo, os paulistas ganharam mais uma opção para viajar de avião, além do aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, e de Cumbica, em Guarulhos, que sofrem com o tráfego intenso e o esgotamento - o primeiro acumulou cerca de 10 milhões de passageiros nos nove primeiros meses do ano, enquanto o segundo 15 milhões.

Embora atenda principalmente o mercado do interior paulista, Viracopos está "roubando" passageiros dos outros dois principais aeroportos paulistas. Isso por causa das tarifas mais baixas e facilidade de acesso, principalmente em horários de pico no trânsito.

O Terra comparou preços de TAM, Gol e Azul, além dos custos e o tempo gasto para se deslocar até Campinas. As tarifas mínimas chegam a ser até 50% mais baratas em Viracopos para o destino escolhido como exemplo - Recife. Chegar a Campinas a partir do centro de São Paulo também pode ser mais rápido e mais barato.

A TAM apresentou os maiores preços entre as três companhias, a partir de R$ 140 partindo de Campinas para Recife. Partindo de Congonhas e Guarulhos, com o mesmo destino, foram de R$ 219 e R$ 131, respectivamente. A empresa oferece traslado sem custo entre Congonhas e Cumbica, mas não para Viracopos. O tempo de conexão entre os dois aeroportos mais movimentados do País é de 3h, segundo a TAM.

Já a Gol teve a menor tarifa, a partir de R$ 79 (com saídas e retornos às terças e quartas-feiras nas duas primeiras semanas de dezembro). A passagem mais barata para Recife pela mesma companhia a partir de Guarulhos custa duas vezes mais (R$ 159) e de Congonhas sai por R$ 199. A aérea também oferece transporte gratuito apenas entre Congonhas e Guarulhos.

Sem operar nos dois maiores aeroportos de São Paulo, a tarifa mais barata da Azul para Recife custa R$ 99, tanto para a ida quanto para a volta em Campinas. Para atrair clientes de São Paulo, a empresa disponibiliza ônibus com conexão em três pontos da capital paulista (Shopping Eldorado, Shopping Tamboré e Terminal Barra Funda) e saídas entre 4h e 23h. Atualmente o serviço é gratuito, mas a companhia pretende cobrar R$ 20 pelo transporte - ainda sem data definida.

Se quanto ao preço das tarifas pode ser um bom negócio sair de Campinas, o deslocamento sai caro caso não seja possível pegar o ônibus da Azul - para usar a conexão é preciso mostrar um cartão de embarque da companhia ou e-mail informando o itinerário da viagem.

O gasto para ir de táxi fica em torno de R$ 200 a viagem, enquanto para Cumbica fica perto de R$ 120, saindo do centro de São Paulo.

Já para ir de carro, além do gasto com combustível, o caminho até Campinas tem dois pedágios de R$ 6,10 cada. Para Guarulhos não há cobrança. Se a intenção é deixar o veículo no estacionamento do aeroporto, a primeira diária em Viracopos sai por R$ 35 e as demais R$ 22. Já em Cumbica é possível deixar o carro em um estacionamento próximo do aeroporto por R$ 22 por dia ou R$ 175 por mês. Parar o carro em Congonhas sai mais caro: R$ 58 a cada 24 horas.

Com relação ao tempo de deslocamento em horário de pico, a viagem até Campinas leva em torno de 1h, enquanto até Guarulhos dura cerca de 1h30. Além disso, a tarifa de embarque em Viracopos é mais baixa: R$ 15,42 ante R$ 19,62 em Cumbica e Congonhas.

Viracopos aparece atualmente como a melhor opção para quem mora no interior do Estado e uma alternativa que pode ser vantajosa para os paulistanos. Para fazer frente à demanda, a Infraero já planeja a construção da segunda pista de pousos e decolagens e de um novo módulo do terminal central de passageiros, além de uma área de teste de motores e inspeção de aeronaves.

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